Menu
redes sociais 2023

Empresários querem adiar votação da jornada de trabalho

Preocupados com a movimentação das centrais sindicais que avançam na busca de apoios dos parlamentares ao projeto de redução da jornada de trabalho, os dirigentes empresariais de vários setores estiveram esta semana com o presidente da Câmara, deputados, Michel Temer (PMDB-SP), para dizer que o debate sobre o assunto neste momento "é inoportuno".

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, que também é deputado pelo PTB de Pernambuco, alegou que a crise econômica atual seria um impeditivo para o debate sobre a redução da jornada de trabalho.

As centrais sindicais, que promoveram, esta semana, uma vigília pela aprovação da proposta, usam o mesmo argumento para que o debate seja feito. Segundo os líderes sindicais, a redução da carga de trabalho de 44 para 40 horas semanais vai permitir abertura de milhares de postos de trabalho, o que representaria uma importante medida de combate aos efeitos da crise econômica.

A Proposta de Emenda à Constituição, de autoria do então deputado e hoje senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), já aprovada pela comissão especial da Câmara, reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução nos salários, e aumenta o adicional da hora extra de 50% para 75% sobre o valor da hora trabalhada.

Comissão geral

Monteiro Neto quer mais debate porque, segundo ele, a medida vai gerar forte impacto nos custos, tanto para o comércio como para a indústria. Ele insiste com a proposta da CNI que quer a livre negociação como o caminho para que os trabalhadores consigam reduzir a sua jornada de trabalho.

Os empresários estão pressionando Temer para que ele adie a discussão da matéria em plenário. E sugerem a convocação de uma comissão geral para debater o assunto e priorizar outras matérias na pauta.

As centrais sindicais já haviam conseguido a marcação da comissão geral, que deve ocorrer na próxima quarta-feira (19).

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar