Festa e protestos marcam o 2 de Julho
O tradicional desfile do 2 de Julho, data que marca a Independência da Bahia, em 1823, e, consequentemente, a real libertação do Brasil do domínio português, promete entrar para a história.Aproveitando as manifestações que acontecem pelo país afora, a população de Salvador deve participar em peso. A concentração é às 8h e o hasteamento da bandeira, às 9h. O cortejo está previsto para sair da Lapinha às 9h30.
Pela manhã, o desfile que segue até o Pelourinho, vira um bonito palco com apresentações culturais e sociais. No entanto, a data certamente não será só de festa. Trabalhadores, aposentados, estudantes, representantes das entidades sociais e sindicais, como o Sindicato da Bahia, aproveitam o dia para protestar.
Como todos os anos, em todo o percurso serão espalhados cartazes e faixas em defesa do emprego, por melhorias na educação, na saúde, na segurança, no transporte público e contra projetos em andamento no Congresso Nacional, como a “Cura Gay” e o PL que regulamenta a terceirização. É também durante o desfile que o povo, sempre participativo, aproveita para manifestar apoio ou descontentamento aos políticos. Um bom termômetro para a eleição de 2014.
Uma data histórica
Demorou, mas o 2 de Julho finalmente passou a ser considerado uma data histórica no calendário nacional. O projeto, de autoria da deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), eleva o dia da Independência da Bahia à condição de feriado em todo o país.
A deputada esclarece que a lei corrige uma injustiça na medida em que enaltece “o relevante papel que a independência da Bahia significou para a consolidação da libertação do Brasil do jugo da coroa portuguesa”.
A data é muito importante, mas sempre foi negligenciada pela história oficial. “Se os portugueses tivessem vencido as batalhas em Salvador, a cidade viraria um polo de resistência lusitana e a independência nacional seria adiada. Por isso, o evento deveria se conhecido como independência do Brasil na Bahia e não como independência da Bahia”, explica o mestre em história social, Carlos Francisco da Silva.
SEEB-BA

