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FUP indica aos sindicatos aprovação de proposta arrancada da Petrobras

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) decidiu indicar aos sindicatos que aprovem a proposta sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), suspendendo a greve nacional prevista para o próximo dia 5. "Há um consenso na federação de que conseguimos avanços substanciais nas negociações", disse o diretor da FUP Hélio Seidl à Agência Estado.

A Petrobras incluiu na sua proposta um abono de R$ 1,5 mil ou 40% da remuneração do funcionário, o que for maior. Além disso, estendeu a todos os funcionários uma parcela da PLR que era restrita a cargos gerenciais. Segundo Seidl, na entrevista, com os benefícios, a empresa distribuirá aos funcionários um valor equivalente a 15,2% do montante distribuído aos acionistas a título de dividendos. Na proposta inicial, o porcentual era de 13%. A proposta será votada agora em assembléias nos sindicatos filiados, mas, segundo Seidl, a aprovação é tida como certa.

O dirigente sindical informou ainda que a Petrobras se comprometeu a reunir-se com o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) a partir da próxima semana para negociar a questão do dia do desembarque, que motivou uma greve de cinco dias com parada de produção em plataformas na Bacia de Campos.

Greve decisiva

Em matéria publicada no site da FUP, a federação diz que a proposta arrancada eleva em 22,5% o piso, aumenta em R$ 77 milhões o provisionamento (dos quais R$ 51 milhões eram reservados exclusivamente para as gerências), garante abono de no mínimo R$ 1.5 mil e prevê negociação imediata do regramento para pagamento das PLRs futuras.

A iminência de uma greve com parada de produção aprovada pela categoria foi decisiva para que a Petrobrás avançasse no processo de construção de uma nova proposta de PLR, diz a matéria. "A empresa, que vinha mantendo-se inflexível na mesa de negociação, cedeu à pressão da categoria e apresentou nesta quarta-feira, 30, uma proposta com avanços importantes", afirma o texto.

Bacia de Campos

Além de reduzir a diferença entre o piso e o teto, acabar com a PLR gerencial, aumentar o montante e melhorar a distribuição da participação dos trabalhadores no lucro de 2007, a Petrobrás finalmente concordou em negociar com a FUP o regramento das PLRs futuras, já propondo critérios para o pagamento do adiantamento em janeiro da PLR 2008, diz o site.

Segundo a FUP, as gestões em Brasília, as paralisações feitas pelos petroleiros nos dias 17 e 18, a vigília do dia primeiro de julho, assim como a greve na Bacia de Campos, foram fundamentais para que a Petrobrás negociasse um novo patamar para distribuição da PLR, aceitando repassar a todos os trabalhadores uma parcela considerável do montante que era destinada exclusivamente para os gerentes.

Proposta inicial

Isso representa um acréscimo de R$ 51 milhões na distribuição integral da PLR 2007, cujo montante ainda foi acrescido em mais R$ 26 milhões. "Ou seja, sem comprometer a campanha reivindicatória, a categoria conseguiu na luta elevar o patamar da negociação da PLR", afirma. "O provisionamento feito inicialmente pela Petrobrás representava 12,87% dos dividendos distribuídos aos acionistas e agora chega a 15,2%, levando em consideração a soma dos montantes da PLR e do abono", destaca.

Ainda segundo a matéria, o piso aumentou em 22,5% em relação à proposta inicial da empresa, reduzindo para 2,5 a diferença entre o menor e o maior valor pago. A FUP diz que conseguiu também reverter a proposta da Petrobrás de acumular com a PLR a negociação do acordo coletivo e manteve em separado as duas campanhas. Além disso, cerca de dois mil trabalhadores admitidos em 2008 e que não receberiam nada referente à PLR 2007 serão contemplados com o abono, o que representa um ganho imediato de pelo menos R$ 1.5 mil.



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