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Governo mantém meta de inflação em 4,5% para 2010

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, anunciou nesta segunda-feira (30) que o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou em 4,5% o centro da meta de inflação para 2010, com uma margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo. "O nível atual da política de metas de inflação tem tudo resultados satisfatórios para a economia", disse.

O valor de 4,5% é o mesmo que vem sendo utilizado pelo governo desde 2005. Uma meta mais apertada significaria uma necessidade de o BC ter de aumentar mais os juros para segurar a inflação.


Fazem parte do CMN o ministro da Fazenda, o ministro do Planejamento e Orçamento e o presidente do Banco Central. Eles é que decidem qual será a meta de inflação que servirá de referência para que o BC possa definir a política de juros do país.


O CMN também definiu que será mantida a tolerância de dois pontos percentuais para baixo e para cima. Dessa forma, os 4,5% serão o "centro da meta", e o valor de 6,5% será considerado o "teto da meta".


Sempre que a inflação ficar acima desse valor, o presidente do BC é obrigado a escrever uma carta explicando o porquê da meta não ter sido cumprida. Isso já aconteceu em 2002, 2003 e 2004.


O número de 4,5% se refere à inflação ao consumidor medida pelo IPCA, indicador calculado mensalmente pelo IBGE. Apesar de a meta ter sido definida apenas nesta segunda-feira, o governo já vem trabalhando com o número de 4,5% em vários documentos, como nas metas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), por exemplo.


No Relatório de Inflação divulgado na semana passada pelo BC, o governo já prevê uma inflação de 6% para 2008 e 4,7% para 2009. Admite, no entanto, que há 25% de chances de que a inflação fique acima de 6,5%. Para 2010, a previsão vai apenas até o meio do ano: uma inflação de 4,9% acumulada nos 12 meses terminados em junho daquele ano.


Da redação, com agências

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