Greve dos bancários termina para alguns e continua para outros no Pará e no Amapá
Bancários do Pará e Amapá de bancos privados, do Banco do Brasil e do
Banpará aprovaram o fim da greve em suas respectivas empresas. Porém, a
greve por tempo indeterminado continua na Caixa Econômica Federal e no
Banco da Amazônia. As decisões foram tomadas nas assembléias gerais de
cada banco, todas realizadas na sede do Sindicato dos Bancários do Pará
e Amapá na noite desta quinta-feira (8), 15º dia da greve nacional da
categoria.
A proposta da Fenaban que foi aprovada vale tanto para os bancos
privados como para os públicos e garante para os bancários um reajuste
salarial de 6%, o que contempla um aumento real de 1,5%. Já a
Participação nos Lucros e Resultados (PLR) mantém a distribuição de até
15% do lucro líquido dos bancos para os trabalhadores, através da regra
básica nos moldes do ano passado e da mudança da parcela adicional que,
ao invés de ser apurada com base na variação do crescimento do lucro,
passa a ser um valor distribuído linearmente para todos os
funcionários.
Além disso, a proposta da Fenaban garante a ampliação da
licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os
bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam
a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva.
Banco do Brasil - A proposta específica do Banco do Brasil aprovada
pelos funcionários traz avanços importantes, como o compromisso do
banco de discutir com o movimento sindical uma proposta para o Plano de
Carreira, Cargos e Salários (PCCS), valorização de 3% no piso salarial
e em todos os níveis do atual PCS, e anúncio da contratação de 10 mil
novos funcionários.
Banpará – Entre os bancos públicos, os funcionários do Banpará são os
que mais comemoram a conquista de um acordo trabalhista com qualidade.
O funcionalismo do Banco do Estado do Pará conseguiu aumento em 2%
sobre da proposta da Fenaban de parcela adicional, passando a ser
dividido o total de 4% do lucro líquido apurado no exercício de 2009 a
título de parcela adicional da PLR, seguidos os demais critérios da
Fenaban para a referida parcela, e pago no prazo consignado na
Convenção Coletiva.
Além disso, os bancários do Banpará terão o pagamento de dois tickets
extras, um com 10 dias após a assinatura do acordo, no valor de R$
410,00, e outro no valor de R$ 400,00 que será pago em março de 2010.
Assim como adiantamento de até R$ 1.000,00 em até 24 horas da aceitação
da proposta, compensável dos valores a que o empregado tiver direito a
título de PLR e abono dos dias parados durante a greve.
Banco da Amazônia – A greve no Banco da Amazônia está mantida, tendo em
vista que as entidades apresentaram uma extensa lista de cláusulas
prioritárias para negociar com o Banco e que não teve qualquer
consideração por parte da empresa, demonstrando com isso, flagrante
desinteresse com as causas dos seus empregados. O banco se limitou a
dizer que seguirá o acordo da Fenaban, mas não negocia PLR, pois
segundo seus negociadores essa cláusula somente poderá ser discutida
após o resultado do balanço financeiro da empresa, em 2010. A
assembléia dos empregados do Banco da Amazônia não apenas aprovou a
manutenção da greve como também a intensificação das mobilizações do
movimento grevista dentro da empresa.
Caixa - A novidade apresentada pela Caixa Econômica na reunião de
negociação desta quinta-feira foi o aumento do número de empregados que
serão contratados. Dos 2.200 trabalhadores informados na última
reunião, o banco anunciou que contratará 3 mil bancários em 2010.
A Caixa reafirmou que seguirá o acordo proposto pela Fenaban, que prevê
reajuste salarial de 6% e uma nova regra para a PLR: 90% do salário
mais R$ 1.024 fixos, com teto de R$ 6.680, além de uma PLR adicional de
2% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os bancários
com teto de R$ 2.100.
No entanto, como o resultado do banco deve ser menor do que o do ano
passado, o valor total a ser distribuído pelo banco na regra básica da
PLR ultrapassará o teto previsto de 13% do lucro líquido. Assim, o
valor a ser pago a cada bancário receberá um redutor de 23% para
adequar o valor a esse teto, o que não afeta a PLR adicional.
A assembléia dos empregados da Caixa no Pará e Amapá considerou
insuficiente a proposta feita pelo banco, especialmente na questão da
remuneração. Por isso, decidiram manter a greve por tempo indeterminado
para forçar o banco a apresentar uma proposta mais próxima das
reivindicações dos bancários.
Bancários PA/AP

