Itaú lucrou R$ 22 bilhões em 2016, mas cortou 2610 postos de trabalho
O Itaú teve lucro recorrente de R$ 22,150 bi em 2016. O resultado representa queda de 7% em relação ao ano anterior, quando o banco obteve o maior lucro anual de uma instituição financeira no Brasil. A redução foi resultado do crescimento de 41,7% nas despesas de provisões para créditos de liquidação duvidosa, decorrente do aumento do índice de inadimplência (operações vencidas acima de 90 dias) no Brasil, que cresceu 0,3 ponto percentual em comparação com 2015.
Mesmo com o bom resultado em 2016, que possibilitou o aumento da distribuição de juros e dividendos sobre o capital próprio aos acionistas, o Itaú cortou 2.610 postos de trabalho em 12 meses. Somente no quarto trimestre, foram extintos 866 empregos. Apenas com o que fatura com tarifas cobradas dos clientes (R$ 33,228 bilhões), receita que teve aumento de 7,8% em 2016, o Itaú cobre em 155,1% toda despesa com pessoal.
Agências digitais – O balanço de 2016 também deixa clara a estratégia do Itaú em priorizar o atendimento digital. Enquanto fechou 168 agências convencionais em 12 meses, o banco abriu 41 unidades digitais no mesmo período.
Outros números – Em 2016, o total de ativos do Itaú ficou em R$ 1,425 trilhão, redução de 3,3% em comparação com 2015. Já o resultado com seguros, previdência e capitalização das atividades foco – que consiste na oferta de produtos massificados para clientes – atingiu R$ 18,656 bi, crescimento de 38,9% em relação ao ano anterior.
A carteira total de crédito alcançou R$ 598,431 bi em 2016, redução de 11% em doze meses. Tanto a carteira PJ como a PF registraram queda em relação a 2015. Na carteira PF a redução foi de 2,2% e na PJ 15,7%, influenciado principalmente pelo segmento de grandes empresas, que registrou queda de 17,3%.
SEEB-SP

