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Mais de 170 mil operários da construção civil cruzaram os braços em março, diz Dieese

Uma série de greves, paralisações e revoltas operárias atingiu o setor da construção civil ao longo do mês de março. Levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que cerca de 170 mil trabalhadores do setor cruzaram os braços Brasil afora.

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Desse total, 41 mil ainda permanecem parados até esta segunda-feira (4), nas obras das usinas hidrelétricas de Jirau (a maior obra em andamento no país, com 22 mil trabalhadores), Santo Antônio (16 mil) – ambas em Rondônia – e São Domingos (3.000), no Mato Grosso do Sul. As três obras estão sendo tocadas com recursos do PAC.

Os 130 mil trabalhadores restantes que paralisaram em março voltaram ao trabalho após acordos com os empregadores. Na Bahia, por exemplo, a greve na construção civil, que envolveu cerca de 80 mil profissionais, foi encerrada no último dia 17.

Já as paralisações na refinaria Abreu e Lima e no complexo petroquímico de Suape –ambas em Pernambuco –, que tiveram participação de 34 mil trabalhadores, terminaram nessa quarta (30); fecha a conta o encerramento da greve na termoelétrica de Pecém, no Ceará, onde 6.000 trabalhadores cruzaram os braços entre 15 e 25 de março.

As reivindicações, distintas em cada obra, vão desde questões pontuais, como o aumento no valor do vale-refeição, até reajuste salarial e pagamento de horas extras. Comum em todas as obras são as reclamações dos trabalhadores com relação às condições de trabalho. Eles acusam as empresas de obrigá-los a cumprir jornadas excessivas, sob condições degradantes, em troca de salários baixos.

Leia também: CTB vai integrar Comissão para negociar situação da Construção Civil

Com informações do UOL

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