Marcha contra imperialismo abre Fórum Social Mundial na Tunísia
Uma multidão com sua riqueza de cores, raças e religiões tomou às ruas
do centro de Túnis, capital da Tunísia, na marcha que abriu nesta
terça-feira (26) oficialmente o Fórum Social Mundial (FSM).Com entusiasmo, determinação e ousadia, num canto coletivo, os/as manifestantes empunharam as suas bandeiras, faixas e cartazes contra o imperialismo, a globalização e a especulação financeira, afirmando que jamais aceitarão calados serem saqueados por capitalistas gananciosos enquanto o povo padece de fome, desemprego e proteção social.
Acompanhada sob olhares atentos e esperançosos de uma população que até pouco tempo lhe via negado o livre direito de se expressar, a marcha teve como ponto de partida a praça 14 de janeiro, que leva este nome pois expressa a data em que o ex-presidente tirano Ben Ali saiu do País para refugiar-se na Arábia Saudita após a revolução desencadeada pelo povo.
Foi a partir deste movimento que se iniciou uma sucessão de revoltas populares no norte da África e Oriente Médio. Como ponto de partida, o profundo descontentamento com a forma de governar e de estruturar a sociedade na região, exigindo democracia, liberdade e melhores condições de vida.
Mas na Tunísia a transição democrática ainda caminha. O dirigente da Frente Popular e líder da esquerda, Chokri Belaid, foi assassinado quando saia de casa no dia 6 de fevereiro. Por conta deste atentado, o então primeiro-ministro, Hamadi Jabali, acabou renunciando.
A população enfrenta hoje um processo de dificuldade econômica. A crise financeira nos países centrais do capitalismo tem reflexo direto no País, paraíso turístico europeu à beira Mar do Mediterrâneo. A taxa de desemprego, por exemplo, está nos 17%. Entre os jovens, passa de 30%. Entre os jovens, passa de 30%.
O exemplo da Tunísia expressa bem o fato de que o aprofundamento da crise exige uma ação mais enérgica e efetiva dos movimentos sociais, sindicais e sociedade civil.
O exemplo da Tunísia expressa bem o fato de que o aprofundamento da crise exige uma ação mais enérgica e efetiva dos movimentos sociais, sindicais e sociedade civil.
Assim como nas outras edições, o FSM terá em sua programação uma série de atividades propostas por entidades da sociedade civil e movimentos sociais de todas as regiões do mundo e seu encerramento se dará no próximo domingo, dia 30, com uma marcha de apoio ao povo palestino
Fonte: CUT - William Pedreira

