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Marcha das Mulheres Negras toma as ruas de Brasília

A Diretora Executiva da ONU-Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, da África do Sul, participa da 1ª Marcha das Mulheres Negras, nesta quarta-feira (18/11), em Brasília. Ela veio ao Brasil com uma delegação de africanas.

A manifestação faz parte das comemorações do Dia da Consciência Negra que é celebrado na sexta-feira (20). A ministra Nilma Lino Gomes, do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, e a deputada Benedita da Silva também compareceram. Movimento reúne delegações da maioria dos estados brasileiros.

O movimento partiu do estádio Mané Garrincha e seguiu até o Congresso Nacional reunindo cerca de 50 mil pessoas, segundo os organizadores.

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Golpista ataca Marcha

Com um disparo de arma de fogo e vários rojões um manifestante do acampamento pelo impeachment da Presidenta Dilma tentou provocar tumulto a Marcha das Mulheres Negras. A correria das mulheres, inclusive idosas, não foi o suficiente para dispersar a marcha. As mulheres negras, que encheram as ruas de Brasília, nesta terça-feira (18), com cor, música e discursos contra a violência e o racismo, se uniram novamente em marcha e continuaram o percurso.

O golpista disse que atirou porque se sentiu ameaçado pelas mulheres. O golpista disse que atirou porque se sentiu ameaçado pelas mulheres.  Até chegar em frente ao prédio do Congresso Nacional, a marcha, que saiu do Ginásio Nilson Nelson, percorreu o Eixo Monumental e a Esplanada dos Ministérios com faixa, cartazes e palavras de ordem “contra o racismo, contra a violência, pelo bem estar”. E receberam de parlamentares, ao longo da marcha, palavras de apoio.

Essas mesmas palavras de apoio foram novamente ouvidas durante a sessão do Congresso Nacional, que acontecia no mesmo momento em que houve o tumulto provocando pelos manifestantes golpistas. Foi a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), quem pediu ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que presidia a sessão, que fosse feita uma revista no acampamento dos manifestantes golpistas. Na semana passada, a polícia prendeu um sargento reformado da polícia que participava do acampamento com uma pistola e várias armas brancas.

Com roupas e turbantes coloridos, com música e dança, cartazes e discursos, cerca de 25 mil mulheres negras percorreram as ruas anunciando que marchariam “até que todas as mulheres sejam livre.”

A presidenta da Unegro no Distrito Federal , Santa Alves, considerou a marcha um grande sucesso pela força demonstrada pelas mulheres negras, reforçando o desejo das mulheres negras de combater o racismo, que oprime as mulheres negras, para garantir a construção de uma sociedade de bem-estar. E acrescentou que as mulheres negras não vão permitir que o Congresso aprove matérias que aumentem a opressão contra as mulheres.

Um grupo de mulheres do Quilombo Quingoma, em Lauro de Freitas , na Bahia, aproveitaram a marcha para denunciar as ameaças à comunidade remanescente de quilombolas com a construção da Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas, que vai passar dentro da terra delas.

Agressão dos golpistas

A marcha alegre que chegou em frente ao prédio do Congresso Nacional, parada tradicional das manifestações públicas, foi recebida com tiros por um sargento da polícia que foi preso em seguida. Ele alegou que se sentiu “ameaçado” pela presença das mulheres negras no espaço público.

Após os tiros, seguido de rojões, houve correria e dispersão. As mulheres ocuparam o gramado onde estão acampados os golpistas, que as ameaçaram e expulsaram do local. A polícia legislativa, que fez um cerco na entrada do prédio do Congresso, a tudo assistiu sem nenhuma interferência.

Do alto do carro de som, as organizadoras da marcha, pediam as mulheres que não aceitassem provocação, saíssem do gramado e seguissem a marcha, que continuou pelo outro lado da Esplanada dos Ministérios, após a prisão do golpista.

Com informações do Vermelho e do Portal CTB.

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