Por que uma Nova Cassi?
Em contrapartida, mudanças administrativas na CASSI tornaram a assistência à saúde mais burocrática e voltada ao controle pela Sede, em detrimento da agilidade e qualidade do atendimento. O resultado destes dois fatores é um funcionalismo cada vez mais necessitando de assistência qualificada enfrentando a demora nas autorizações da Cassi em exames e procedimentos e ainda pagando mais por isso com a obrigatoriedade da co-participação.
É também crescente o descredenciamento de bons profissionais da Cassi,seja pelos frequentes atrasos no pagamento das consultas devidas, seja pela ausência de um padrão uniforme de análise de glosas ou ainda pela ausência de uma política de valorização desses prestadores pelo Banco do Brasil, que os trata como clientes de pouco valor no "carteirão" das agências.
Entrevista com Humberto Almeida, candidato a Diretor de Saúde, realizada em Salvador (BA)
1) Como foi o processo de formação da chapa " UMA NOVA CASSI"?
Humberto - Essa chapa tem uma característica peculiar: antes de aglutinarmos as lideranças que compõem a chapa, nós priorizamos a discussão do programa. E nesse sentido, está incluso, dentro, de nossas propostas a desburocratização das unidades, associada com a responsabilização e geração de autonomia para os gerentes das unidades regionais e municiá-los de informações sobre os prestadores (ex: as glosas etc.), estruturar os programas de saúde, bem como o ambiente de trabalho em que vive os funcionários da CASSI. Ouvir as pessoas, antes de fazer.
2) Os associados irão eleger um novo diretor de saúde. Quais as atribuições dessa diretoria?
Humberto - O diretor de saúde e rede de atendimento terá como atribuições conforme Art. 45 do Estatuto da Cassi ser o responsável pela coordenação da aplicação das políticas e estratégias assistenciais, incluindo informação e educação em saúde. A organização dos serviços próprios, que são as Clinicassis e ambulatórios, a gestão de programas e avaliação em saúde, além de coordenar a gestão das gerencias regionais e fornecer-lhes o apoio necessário. Apesar de representar 25% da estrutura da entidade, assumiremos 100% dos problemas da CASSI.
3) Qual a avaliação que o senhor faz da atual situação da CASSI?
Humberto - Preocupante, do ponto de vista da gestão. O mesmo grupo, que disputa as eleições deste ano pela Chapa 1, já está lá há 10 anos. Prometeram que a entidade melhoraria e a assistência piorou. Prometeram que o plano odontológico viria e não veio. E os associados passarão a ter mais ônus e o Banco limitou suas responsabilidades, diante da última reforma estatutária apoiada por eles. Centralizaram desde 2000 todos os pagamentos aos prestadores e credenciados nas Centrais de Pagamentos de São Paulo e Brasília, gerando a falta de controle e acompanhamento por parte das regionais. Hoje, a Cassi nega mais do que assiste quando os associados precisam da assistência e paga com atrasos os prestadores. Reflexo da reestruturação da entidade, sem conhecer os processos e sem compartilhar com os funcionários da Cassi. Além disso, as condições de trabalho dos funcionários do BB têm levado a mais adoecimentos. Por isso, é necessário mudar essa lógica, para que tenhamos qualidade de vida.
4) O senhor é oriundo do Conselho de Usuários da Bahia. Como está a situação dos Conselhos, nesse momento?
Humberto - Tenho muito orgulho de pertencer ao Conselho de Usuários, onde estou como coordenador há 10 anos, fazendo voluntarismo e discutindo saúde. Experiência rica, que trouxe muitos aprendizados. Os Conselhos continuam sem ter o cuidado devido. Falta estrutura para seu funcionamento e não conseguimos conquistar uma antiga reivindicação encaminhada para atual diretoria: a normatização do LIC, por parte do Banco, referente à liberação dos conselheiros da ativa, para que possam participar das reuniões mensais. Precisamos sensibilizar os novos funcionários da importância dessa instância. Faz parte de nosso programa de gestão o fortalecimento dos Conselhos de Usuários.
5) Então a CASSI precisa de modernização e automatizar processos?
Humberto - Sim. As regionais possuem processos antigos e muitas áreas não se comunicam entre si. A modernização, simplificação e automatização de processos promoverão redução de despesas, evitarão retrabalho e permitirão um atendimento mais ágil e efetivo ao usuário. Vou modernizar a gestão das Regionais e Clinicassis, colocando-as a serviço dos usuários. Mas isso, isoladamente, não basta. Terei que cobrar diariamente dos outros diretores a melhoria da política de credenciamento e do processo de autorizações, além da modernização das Centrais de Pagamento e de Atendimento para termos uma nova Cassi, voltada para as necessidades de seus usuários.
6) Por que os associados devem votar na chapa 3 "UMA NOVA CASSI"?
Humberto - Além de ser uma chapa de oposição à atual diretoria eleita, ela apresenta uma nova alternativa de gestão, com participação social, transparência e comprometida com os anseios de todos no trato da vida. É a possibilidade que os associados terão, junto com a nova geração de funcionários do BB, admitida após 1998 e que hoje já é maioria no Banco, e os Conselhos de Usuários, de participação social na gestão. Com certeza, será um passo importante para um processo de mudanças favoráveis a Cassi.
Fonte: http://www.umanovacassi.com.br/index.html

