Pressão popular e resistência parlamentar adiam sessão que analisa desmonte da Eletrobras
A pressão funcionou. Foi mais uma vez adiada a reunião da comissão especial que trata da privatização da Eletrobras (PL 9463/18) e que estava marcada para esta quarta (21). Além dos debates acalorados na sessão parlamentar de ontem, hoje pela manhã trabalhadores e trabalhadoras do setor elétrico nacional realizaram, em Brasília, em frente ao prédio da Eletrobras, uma manifestação contra a privatização da estatal e em defesa dos rios brasileiros.

O ato, coordenado por entidades e organizações, entre elas, o Sindicato dos Urbanitários de Brasília (STIU-DF) e o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), teve a presença de movimentos sociais que participam do Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA), que acontece em Brasília desde o último dia 17.
''Queremos mostrar ao governo que Estamos unidos e mobilizados contra a privatização do setor elétrico. Estamos fazendo pressão para que os parlamentares não votem o PL e a MP da privatização", declarou o dirigente da CTB no DF, Vítor Frota.
Para Frota, falta um debate aprofundado sobre o tema, que envolve um dos patrimônios mais valiosos do Brasil. "Os trabalhadores técnicos do setor precisam ser ouvidos num debate sobre as consequências que a entrega das estatais ao mercado trarão ao desenvolvimento nacional. Estamos aqui para defender o patrimônio público e as riquezas naturais, que pertencem ao povo e à classe trabalhadora",
Na opinião do dirigente do STIU-AM, Hirton Albuquerque, "o ato foi importante para mostrar a indignação dos movimentos sociais e da população em geral com a privatização da Eletrobras. Sabemos que será um retrocesso gigantesco para o país, principalmente nas regiões longínquas, como o Amazonas, onde a gente atua e sabe dos prejuízos que a privatização vai causar para os povos do estado".
De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

