Reajuste salarial continua acima da inflação em 2008
As negociações salariais concluídas no primeiro semestre continuaram a garantir ganhos reais aos trabalhadores, apesar da aceleração da inflação no segundo trimestre. No entanto, os reajustes foram menores do que no ano passado.
De acordo com sindicatos que têm data-base entre abril e junho, os reajustes superaram os índices de inflação em todas as negociações. Mas os aumentos superiores a 2 pontos percentuais, comuns em 2007 e no início deste ano, tornaram-se raros, concentrando-se nas áreas que mantêm a atividade mais aquecida, como construção civil e metalurgia.
Os reajustes salariais acima da inflação geram controvérsia entre os economistas. Para os que comparam o ganho real médio com a produtividade, o cenário não oferece risco de aceleração inflacionária. Isso porque o aumento real dos salários, estimado entre 1,5 e 2 pontos percentuais, é inferior ao ganho de produtividade, que nos 12 meses encerrados em abril cresceu 4,47% na indústria, segundo cruzamento de dados de duas pesquisas do IBGE - a de produção e de emprego e salário na indústria. A despesa mais elevada com os salários está sendo compensada pelo ganho de produtividade e pode ser absorvida pelas empresas.
Já os economistas que avaliam a relação entre renda, potencial de demanda e inflação futura concluem que o ganho real ajuda a manter a demanda aquecida e facilita o repasse de preços, fazendo com que a inflação de meses anteriores alimente a inflação futura.
A MB Associados inclui outro indicador na leitura dos ganhos salariais. Segundo o economista Sérgio Vale, o rendimento real médio cresce, mas a um ritmo inferior ao do ano passado. Ele estima aumento de 1,5% a 1,6% neste ano, ante 3,3% em 2007. O número de empregos gerados tem incremento semelhante ao de 2007, em torno de 3%. Somados, esses fatores provocam um aumento na massa real de rendimentos de 4,6% em 2008, ante 6,3% no ano passado. Para 2009, a projeção é de redução na taxa, para 4%.
A expectativa é que as negociações salariais se tornem progressivamente mais difíceis. Jesus Francisco Garcia, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo, reconhece que as empresas endureceram o tom. "É claro que a alta da inflação atrapalha. As empresas estão mais resistentes".
De acordo com sindicatos que têm data-base entre abril e junho, os reajustes superaram os índices de inflação em todas as negociações. Mas os aumentos superiores a 2 pontos percentuais, comuns em 2007 e no início deste ano, tornaram-se raros, concentrando-se nas áreas que mantêm a atividade mais aquecida, como construção civil e metalurgia.
Os reajustes salariais acima da inflação geram controvérsia entre os economistas. Para os que comparam o ganho real médio com a produtividade, o cenário não oferece risco de aceleração inflacionária. Isso porque o aumento real dos salários, estimado entre 1,5 e 2 pontos percentuais, é inferior ao ganho de produtividade, que nos 12 meses encerrados em abril cresceu 4,47% na indústria, segundo cruzamento de dados de duas pesquisas do IBGE - a de produção e de emprego e salário na indústria. A despesa mais elevada com os salários está sendo compensada pelo ganho de produtividade e pode ser absorvida pelas empresas.
Já os economistas que avaliam a relação entre renda, potencial de demanda e inflação futura concluem que o ganho real ajuda a manter a demanda aquecida e facilita o repasse de preços, fazendo com que a inflação de meses anteriores alimente a inflação futura.
A MB Associados inclui outro indicador na leitura dos ganhos salariais. Segundo o economista Sérgio Vale, o rendimento real médio cresce, mas a um ritmo inferior ao do ano passado. Ele estima aumento de 1,5% a 1,6% neste ano, ante 3,3% em 2007. O número de empregos gerados tem incremento semelhante ao de 2007, em torno de 3%. Somados, esses fatores provocam um aumento na massa real de rendimentos de 4,6% em 2008, ante 6,3% no ano passado. Para 2009, a projeção é de redução na taxa, para 4%.
A expectativa é que as negociações salariais se tornem progressivamente mais difíceis. Jesus Francisco Garcia, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo, reconhece que as empresas endureceram o tom. "É claro que a alta da inflação atrapalha. As empresas estão mais resistentes".

