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redes sociais 2023

Relatório questiona qualidade das ofertas de trabalho para mulheres

Embora mais inseridas no mercado de trabalho, as mulheres latino-americanas se mantêm sobrecarregadas com atividades domésticas, aponta o informe "Trabalho e Família: à novas formas de conciliação com co-responsabilidade social". O documento foi apresentado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), na última sexta (12), em Genebra, durante a 98ª Conferência Internacional do Trabalho.

Um total de 53% das mulheres da região está inserida no mercado de trabalho. Caso se considere apenas as mulheres entre 20 e 40 anos, esse número sobe para 70%. Essa nova realidade "tem tido efeitos importantes na geração de riqueza dos países, o bem-estar dos lares e a diminuição da pobreza", avalia o documento da OIT e do PNUD.

As entidades apontam, no entanto, que os avanços na distribuição de trabalho entre mulheres e homens não tem sido acompanhada de uma redistribuição das atividades domésticas, o que sobrecarregou mais ainda as mulheres. "Hoje as mulheres compartilham com os homens o tempo de trabalho remunerado, mas não se tem gerado um processo de mudanças similar na redistribuição do volume de tarefas domésticas".
O informe - que apresenta "um dos maiores desafios de nosso tempo" para a América Latina e o Caribe - propõe que as tarefas de cuidado sejam "compartilhadas entre homens e mulheres, mas também entre o Estado, o mercado e as famílias, assim como pela sociedade em geral". Conciliar vida familiar e laboral constitui "uma dimensão fundamental para promover a igualdade e combater a pobreza a partir do mundo do trabalho", afirma o documento. 

Segundo o documento, atualmente existem mais de 100 milhões de mulheres inseridas no mercado de trabalho na região. Os novos papéis adotados por elas na sociedade resultaram em tensões entre trabalho e família, que "estão gerando altos custos para as mulheres, para as pessoas que precisam de cuidados e, também, para o crescimento econômico do país, o bom funcionamento do mercado de trabalho e a produtividade das empresas".

As duas entidades questionam, através do informe, a qualidade das ofertas de trabalho disponíveis para mulheres, forçadas a trabalhar na economia informal ou em atividades que lhes remunera com apenas 70% do valor pago aos homens.  

O informe cita ações que alguns governos latino-americanos adotaram para reduzir os danos causados pela crise financeira mundial, que acentuou ainda mais as tensões existentes entre mulheres e homens no mercado de trabalho.

No Brasil, o Governo Federal criou o grupo técnico "Crise Internacional e os Impactos sobre as Mulheres", para monitorar os impactos da crise econômica internacional na vida das mulheres. Dentre as atividades, está a produção de estudos que ajudarão a elaborar políticas que revertam e compensem os efeitos da crise mundial.

No Chile, o governo tem desenvolvido políticas que promovam maior inserção das mulheres no mercado de trabalho. Através do Plano de estímulo Fiscal, as trabalhadoras entre 18 e 24 anos têm direito a 30% do salário mensal durante o período pré e pós-natal.


Clique no link para acessar o informe na íntegra:
http://www.undp.org/spanish/publications/pdf/undp_ilo.pdf

Adital

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