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Campanha Salarial 2026

Relembre o cálculo da PLR sem IR

A forte mobilização de bancários, metalúrgicos, químicos, petroleiros e urbanitários, iniciada em 2011, garantiu a isenção ou mordidas menores do leão do imposto de renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) recebida pelos trabalhadores. A presidenta Dilma Roussef sancionou a lei no fim de 2012 e, a partir de 2013, todos passaram a usufruir.

Este ano, com a correção de 4,5% na tabela do IR, quem ganha até R$ 6.270 de PLR no ano não sofre nenhum desconto. A partir desse valor, as alíquotas variam de 7,5% a 27,5%, dependendo de quanto o trabalhador recebe de PLR.

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Mas todos pagam menos do que antes da conquista. O Sindicato tem atendido muitos bancários com dúvidas sobre os descontos. O que muitas vezes confunde os trabalhadores é que o cálculo do IR é feito sobre o montante recebido durante o ano. Assim, para saber quanto terá de imposto retido na fonte, é preciso somar todos os valores recebidos, ou seja, a segunda parcela referente à PLR de 2013, creditada em março passado, mais a primeira parcela da PLR 2014, paga em outubro. E somar ainda com os valores recebidos de programas próprios como PCR e Agir, do Itaú. Veja os exemplos no quadro abaixo.

Para esclarecer e ajudar os bancários nesse cálculo, o Sindicato disponibiliza um simulador.

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Tabela do IR corrigida - Em dezembro de 2006, as centrais sindicais formalizaram um acordo com o governo federal para que a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física tivesse correções anuais de 4,5% entre 2007 e 2010, o que diminuiria a mordida do leão na renda dos trabalhadores e contemplaria um aumento maior do salário mínimo. Em 2011, atendendo à reivindicação do movimento sindical, o governo manteve a correção em 4,5%, o que vem ocorrendo desde então.

Mas nem sempre foi assim. Desde 1996, segundo ano do governo FHC, até 2001, penúltimo de seu segundo mandato, a tabela ficou congelada, enquanto que a inflação acumulada nesse período chegou a 63,92%. O presidente tucano só reajustou a tabela (em 17,5%) em 2002, ano eleitoral, quando se empenhava para eleger seu sucessor, José Serra.

Eleito, Luiz Inácio Lula da Silva reajustou a tabela em 10% no ano de 2005 e em 8%, em 2006, até que se fechou o acordo que previa o centro da meta da inflação como base da correção (4,5%).

SEEB-SP

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