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Santander destinará até R$ 40 milhões para bolsas de graduação no ano

A partir de 2017, o programa Santander Universidades, criado há dez anos no Brasil, vai passar por uma reestruturação. O banco espanhol está querendo investir um terço do programa a bolsas de estágio, ou seja, o Santander vai bancar a experiência de 1,1 mil alunos de cursos de graduação em pequenas e médias empresas que são clientes do banco.

Para participar, os alunos se inscrevem por meio de um aplicativo do banco, depois o Universia (departamento da instituição bancária voltado para ensino) seleciona três candidatos e envia para a empresa escolher. Outras 2 mil bolsas continuam sendo distribuídas para cursos de graduação no Brasil e em outros países, como Espanha e China.

Neste ano, o orçamento do programa no Brasil gira entre R$ 3 milhões e R$ 40 milhões e compreende 3,3 mil bolsas. Cerca de 25 mil alunos já foram beneficiados com as bolsas de estudo em todo o tempo do programa no país. Já no mundo, o Santander está investindo 196 milhões de euros este ano, em dez países - o programa alcançou até agora 14 mil estudantes.

Em relação ao financiamento estudantil -- cuja demanda tende a crescer já que o Fies, o programa bancado pelo governo federal, vem encolhendo desde 2015 -- o Santander ainda aguarda a melhora no cenário econômico, principalmente, uma redução significativa da taxa de juros, para entrar nesse mercado.

Para efeitos de comparação, o Bradesco tem um financiamento para universitários com uma taxa mensal de juros que pode chegar a 2,94%. Na Ideal Invest, única gestora de crédito estudantil privado, a taxa é de cerca de 2%, por mês. No entanto, em ambos os casos, essa taxa pode cair para zero se a faculdade subsidiar o juro do financiamento do aluno. Tanto a Ideal Invest quanto o Bradesco têm parcerias com instituições de ensino. No caso dos bancos, normalmente as faculdades são suas correntistas.

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