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Saúde no mundo: Faltam quatro milhões de profissionais, diz entidade

 

Faltam quatro milhões de profissionais da área de saúde no mundo, como médicos, enfermeiros, entre outros. A informação é da Aliança Global para a Força de Trabalho em Saúde (Global Health Workforce Alliance - GHWA), que se reúne em Outro Preto até a próxima quarta-feira (26) para debater o assunto. Segundo os dados, atualmente há 59,2 milhões de trabalhadores na área da saúde no mundo.

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de um profissional para cada grupo de mil pessoas. De acordo com o levantamento, há carências críticas de profissionais em 57 nações. El Salvador e México têm menos de um médico por habitante. Em Gâmbia (África), o índice nacional é de 0,1. No Brasil, a proporção está um pouco acima: 1,15. Na França e Itália, a média de médicos varia de três a quatro por mil. No Canadá e Estados Unidos, um médico para quatro habitantes.

 Segundo a Aliança Global, enquanto as  Américas têm  10% das doenças registradas no mundo e 50% dos trabalhadores do setor de saúde, a África tem 30% das doenças do planeta e cerca de 3% dos trabalhadores da área.Para resolver o problema, avalia a organização, não basta um sistema de saúde eficiente, uma vez que há desinteresse dos profissionais em atuar em áreas de risco, formação reduzida de novos técnicos e evasão de profissionais de países pobres para regiões mais desenvolvidas. Com sede em Genebra, na Suíça, GHWA é uma parceria global da Organização das Nações Unidas (ONU) e da OMS.O evento em Ouro Preto começou no último dia 22.

Agência Brasil

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