Sergipanos farão manifestação no Dia Nacional de Luta
Um grande ato em praça pública. Essa foi a decisão tomada por representantes dos movimentos social e sindical durante reunião convocada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Sergipe (CTB/SE) para discutir a participação dos sergipanos no Dia Nacional de Luta, com greves e mobilizações, em 11 de julho. A manifestação acontecerá na Praça Fausto Cardoso. Os detalhes do ato serão definidos na terça-feira, 9, quando os representantes das entidades voltarão a se reunir, às 15 horas, no auditório do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE).
Além da CTB/SE, estarão na reunião dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Conlutas/CSP, Força Sindical, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Federação das Entidades Comunitárias do Estado e Sindicatos dos Enfermeiros, Odontólogos, Bancários, Fisioterapeutas, Gráficos e Assistentes Sociais. Representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetase) e dos Trabalhadores do Comércio, e do Movimento Não Pago também estão envolvidos na organização do ato.
Na reunião passada, todos discutiram o indicativo de paralisação geral para o dia 11 de julho, aprovado por oito centrais sindicais, e fizeram uma avaliação das manifestações que vêm ocorrendo em todo o país. “Esse encontro teve uma importância histórica, porque reuniu diversos setores do movimento sindical e social. Teve um caráter amplo em busca da unidade”, ressalta Edival Góes, presidente da CTB/SE.
A orientação é que as forças mobilizem as bases das entidades sindicais e populares na perspectiva de paralisarem as atividades no período da manhã e se concentrarem na Praça Fausto Cardoso à tarde para o grande ato. “A recomendação é trazer o povo para a praça”, salienta Edival.
Durante a manifestação, os sergipanos exigirão o fim do fator previdenciário; a aplicação de 10% do PIB para a Saúde e 10% para a Educação; a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários; a valorização das aposentadorias; transporte público e de qualidade e reforma agrária.
Os trabalhadores e os movimentos sociais defenderão, ainda, a reforma política e realização de plebiscito popular; reforma urbana e democratização dos meios de comunicação, e o arquivamento do Projeto de Lei 4330 que terceiriza as atividades fins das empresas estatais e do serviço público. Outras reivindicações específicas de cada setor serão incorporadas à pauta geral durante o ato público.
Niúra Belfort
Assessoria da CTB

