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redes sociais 2023

Servidores de Aracaju protestam contra reajuste de 1%

Todas as categorias da rede municipal de Aracaju que estão em greve realizaram nesta manhã uma passeata pelas ruas do centro da cidade. O reajuste de 1% anunciado pelo prefeito Edvaldo Nogueira e aprovado por 14 vereadores é o principal motivo de descontentamento das classes. Entre as categorias, a dos professores é a que está a mais tempo em greve. Eles completam hoje 32 dias de paralisação, deixando alunos de 80 escolas do município de Aracaju sem aulas. A ilegalidade das greves está em votação nesta manhã, 17.

Greve dos professores municipais completou hoje 32 dias


"Os funcionários da prefeitura estão realmente firmes nessa luta em prol de melhores salários. Estamos fazendo essa passeata hoje para mostrar a sociedade e ao prefeito que queremos reabrir as negociações e o significado das greves. O reajuste de 1% deixa a gente mais pobre. Com ele a gente não recupera nosso poder de compra. Temos cada vez mais perdas", reclamou a presidente do Sindicato dos Profissionais de Ensino do Município de Aracaju (Sindipema), Maria Elba da Silva Rosa.



Categorias em greve fazem passeata unificada pelas ruas do centro de Aracaju


"Gostaria que o prefeito fosse mais sensível com o nosso movimento. Não é possível que os funcionários sejam penalizados, enquanto ele está sendo tão generoso com o primeiro escalão", completou ela. Hoje, às 15 horas, os professores se reúnem em assembléia geral para definirem os rumos do movimento. Na área da Saúde, enfermeiros, auxiliares, técnicos, administrativos, agentes comunitários, assistentes sociais, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros, estão envolvidos nessa luta.

"Queremos que o prefeito volte atrás. Sabemos que não houve tantas perdas na arrecadação de impostos. Não há evasão na arrecadação, como ele vem falando. Não existe crise no Brasil, uma vez que o presidente Lula está emprestando dinheiro. Que crise é essa?", declarou a diretora do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Município de Aracaju (Sintasa), Maria das Graças. Mesmo já tendo voltado ao trabalho porque a greve da categoria foi considerada ilegal, os médicos também se aliaram ao movimento e participaram da passeata junto com os demais servidores municipais.


Maria das Graças, do Sintasa, fala sobre insatisfação dos servidores da Saúde


"Os médicos voltaram ao trabalho na semana passada, mas ainda continuam no movimento. Achamos injusto um reajuste de 1% para os servidores e 56% para o secretariado. Por conta disso mudamos nossa pauta na última assembléia. Já que é 1%, então que seja para todos", disse o 1º secretário do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sintese), ao ressaltar que a entidade entra hoje com uma ação para derrubar a liminar que decretou ilegal a greve da categoria.


Moema Lopes, do Emsergipe.com

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