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redes sociais 2023

Sindicato de Feira protesta e denuncia desmonte no BB

O ”governo” de Michel Temer já demonstra por que foi implantado na Presidência: atender aos interesses do grande capital. Entre as prioridades, a privatização das empresas estatais. Os bancos estão na lista. No BB, o trabalho de desmonte já começou com o anúncio do fechamento de agências e a redução do quadro de pessoal.

As manifestações e denúncias têm sido feitas diariamente pelos Sindicatos dos Bancários da Bahia, seja por meio de reportagens, com reuniões, ou com manifestações de rua e nas agências. Inclusive, nesta terça-feira (29/11), os diretores da entidade protestaram contra as medidas no Dia Nacional de Luta em defesa do Banco do Brasil, na agência principal situada na Rua Conselheiro Franco, e percorreram todas as unidades, distribuindo jornais que informa os passos do movimento sindical em defesa dos trabalhadores e da instituição.

Em todo o país, 402 agências encerrarão as atividades. Outras 379 serão transformadas em postos de atendimento e 31 superintendências deixarão de existir. Paralelamente, a direção da empresa, comandada por aliados de Temer, abriu o programa extraordinário de aposentadoria incentivada. Cerca de 18 mil funcionários podem participar.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, Sandra Freitas, em sua intervenção através de carro de som, alertou. "Ao invés de incentivar o crescimento através de financiamento em especial aos pequenos e médios empresários, eles querem é esvaziar o banco, cortar empregados, fechar unidades e reduzir as funções, viabilizando os interesses do sistema financeiro, de olho no patrimônio público". Esse “governo” é a continuação piorada do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que sucateou a energia, telefonia e a Vale do Rio Doce e depois vendeu a preço de banana para o grande capital.

O momento é de apreensão, sobretudo para os funcionários. "Não sabemos o que fazer com relação ao fechamento das agências. As vagas vão surgir, mas ninguém sabe como vai ser o processo de realocação", desabafa um bancário. Sem falar na redução drástica do quadro de pessoal.

Vai faltar empregado para atender o público. "Isso prejudica diretamente trabalhadores e clientes, principalmente dos municípios longínquos, que geralmente só têm o BB para atender as demandas", lamenta o estudante universitário, Robson Costa na grande fila formada no saguão do banco.

SEEB-Feira de Santana

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