Menu
redes sociais 2023

Spread para famílias mantém-se acima dos 40%

O spread para as famílias (pessoas físicas) caiu de 43,6% para 41,5%, de janeiro para fevereiro deste ano, de acordo com informação divulgada na quinta-feira, 26, pelo Banco Central (BC). Para as empresas houve alta de 0,1 ponto percentual, chegando a 18,9%. O spread geral caiu de 30,5% para 29,7%.

O spread é a diferença entre os juros que os bancos pagam na hora de pegar dinheiro (captação) e quanto cobram dos clientes na hora do empréstimo.

Segundo estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), o valor ideal deveria ser cinco pontos acima da Selic, ou seja, algo em torno de 16% e 17% uma vez que a taxa básica de juros está hoje em 11,25% ao ano.

O spread mantém-se alto mesmo com o aumento do montante de empréstimos de 6,8%, no mesmo período, para famílias. Para as empresas, o aumento foi ainda maior: 8,3%, também de janeiro para fevereiro.

Governo - O governo federal vem estudando formas de combater a alta do spread bancário. Dentre as medidas estudadas estão a redução de impostos, a compra de bancos pequenos e a criação de um cadastro positivo de devedores. O Sindicato defende, seja qual for a medida adotada, que haja garantias claras de que os bancos vão realmente reduzir os atuais patamares.

Juros - A taxa média de juros caiu 1,1 ponto percentual de janeiro para fevereiro, ficando com taxa anual de 41,3%. Os juros caíram tanto para empresas quanto para famílias. No primeiro caso, a redução foi de 31% para 30,8% ao ano. No segundo, a taxa passou de 55,1% para 52,7% ao ano.

A taxa do cheque especial também caiu de janeiro (172% ao ano) para fevereiro (166,7% ao ano). Os juros anuais cobrados pelo crédito pessoal, que inclui operações consignadas em folha de pagamento, passou de 56,5% para 54,5%.

Segundo o BC, a inadimplência ficou estabilizada em pouco mais de 8% para famílias e teve leve alta, de 2% para 2,3%, para as empresas. O prazo médio dos empréstimos subiu de 375 para 380 dias corridos. Para as famílias, o prazo aumentou de 485 para 498 e para as empresas, passou de 297 para 294 dias corridos. 

O volume de crédito do sistema financeiro cheogu a R$ 1,230 trilhão, o que corresponde a 41,6% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Em janeiro, esse percentual era de 41,5%.

Redação com Agência Brasil

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar