Truculência é arma do setor de relações sindicais do Santander
A
instituição comandada por Fabio Barbosa, presidente da federação dos
bancos (Fenaban), tem sido a campeã do desrespeito ao direito
constitucional de greve na campanha deste ano. “O setor de relações
sindicais do Santander não está respeitando nem mesmo os gerentes das
agências. A ordem é abrir de qualquer jeito, não querem nem saber se a
agência apresenta ou não condições de funcionamento”, denuncia a
diretora do Sindicato e funcionária do banco Rita Berlofa, lembrando
que a greve é absolutamente legal e foi aprovada por unanimidade em
assembléia, conforme manda a Constituição.
Segundo Rita, a
orientação vinda da direção do banco é não negociar nada. “Em muitos
casos os bancários grevistas negociam a entrada de algumas pessoas nas
agências e concentrações em troca de manter o movimento, pois a greve é
a única forma de fazer os banqueiros apresentarem uma proposta decente.
Mas os representantes da direção do banco espanhol não querem conversa,
querem abrir e ponto final. Cadê o diálogo defendido pelo Fabio Barbosa
e pelo presidente mundial do banco, Emilio Botín?”.
Danilo Pretti Di Giorgi

