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redes sociais 2023

VI Marcha da Classe Trabalhadora deve reunir milhares em Brasília

Já está tudo pronto para a VI Marcha da Classe Trabalhadora, convocada unitariamente pelas centrais sindicais e várias organizações dos movimentos sociais para esta quarta-feira (11). Caravanas de ônibus partiram de diferentes pontos do país em direção ao Distrito Federal e a expectativa dos organizadores é de que o evento mobilize dezenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras.


A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) deverá ter uma presença marcante. “Estamos trabalhando para levar pelo menos 4 mil pessoas na manifestação”, declarou o presidente da Central, Wagner Gomes, para quem “esta deve ser uma das maiores mobilizações feitas pelo movimento sindical no Brasil ao longo dos últimos anos”.


Bloco na rua

A CTB Bahia preparou a maior delegação do Estado, segundo informações divulgadas pelo seu presidente, Adilson Araújo. “A mobilização da caravana baiana vai garantir a participação de mais de 300 participantes em Brasília. É hora de botar o bloco na rua”, enfatizou.


Em Minas Gerais a meta é ainda mais ousada. Os dirigentes da CTB prometem mobilizar 500 manifestantes.
“Esta marcha vai fortalecer a unidade do movimento sindical em defesa dos direitos e interesses da classe trabalhadora. A CTB Minas está organizando uma grande caravana, com a participação de diversas categorias, que vai chegar em Brasília com disposição para defender a redução da jornada de trabalho”, afirmou Gilson Reis, presidente da CTB-MG e do Sinpro-MG.
 

 “Já confirmamos a lotação de 14 ônibus, mas há a expectativa de que esse número aumente até o dia 10, pois estamos contatando outros sindicatos de todas as regiões do Estado, solicitando que não poupem esforços para garantir a representatividade de suas categorias na 6ª Marcha da Classe Trabalhadora”, acrescentou Reis.

Contag

A Contag (Confederação dos Trabalhadores na Agricultura) também está mobilizando suas bases para a manifestaçãocais acontece no dia 11 de novembro em Brasília.

A principal reivindicação da Marcha é a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salários. Essa bandeira histórica, associada a uma regulação mais restritiva das horas extras e do banco de horas, é tida como fundamental para a geração de 2,5 milhões de empregos na economia nacional e, consequentemente, para o processo de desenvolvimento. A diminuição da jornada é importante tanto par os trabalhadores das cidades como para assalariados e assalariadas rurais, que estão submetidos a condições de trabalho exaustivas e penosas.

A marcha também vai levantar as reivindicações do movimento sindical dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, o MSTTR, como a reforma agrária e o combate ao trabalho escravo. A secretária de Mulheres da Contag, Carmen Foro, falou sobre a importância da participação dos trabalhadores e trabalhadoras rurais na mobilização. "O tema da reforma agrária é um tema para o qual nós vamos dar peso. Também há um momento de enfrentamento com o agronegócio e de disputa com a própria mídia sobre a importância da reforma agrária, atualização dos índices de produtividade, limitação da propriedade da terra e a PEC 438 que trata do trabalho escravo", destacou a dirigente.

Portal CTB

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