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redes sociais 2023

Vigilantes saem as ruas da capital baiana em busca de seus direitos

Cerca de 300 vigilantes protestaram em Salvador nesta quinta-feira (25/5). A manifestação teve início em torno das 10h no bairro da Barroquinha, passando pelo Comércio, o que deixou toda região com trânsito lento.

Um grupo com aproximadamente 40 vigilantes também protestou no Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde tentaram fazer com que os vigilantes do local aderissem a greve. Segundo informações do Centro Integrado de Comunicações (Cicom) da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), não houve tumultos.

Um outro local onde o sindicato dos vigilantes também realizou uma manifestação nesta quinta foi dentro do shopping Barra, com o intuito de convocar outros vigilantes à paralisação. De acordo com o presidente da categoria, José Boaventura, o protesto percorreu agências bancárias dentro do centro de compras e o público recebeu de forma positiva o ato.

Boaventura estimou que cerca de mil pessoas saíram da Baixa dos Sapateiros e cerca de 300 seguiram na caminhada até o shopping Barra.

Durante os próximos dias, o sindicato planeja realizar novas caminhadas como parte da greve. A paralisação também atinge cidades do interior do estado, como Juazeiro, Ilhéus, Barreiras e Vitória da Conquista.

Eles foram convocados para uma nova rodada de negociações. O encontro está previsto para as 9h desta sexta-feira (26/5), na sede do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no Caminho das Árvores.

A situação

Em negociação com os empresários desde fevereiro deste ano, os vigilantes lutam por melhoria salarial. Eles querem 7% de aumento salarial, R$ 20 para alimentação, cesta básica para todos os vigilantes e uma cota para mulher de 30%. Atualmente, apenas os vigilantes que trabalham em agências bancárias possuem cesta básica. Além disso, para atender de forma adequada o público feminino, eles querem que as mulheres representem no mínimo um terço dos vigilantes contratados em cada local.

Bancos

Nesta quinta-feira (25/05), diretores da entidade fizeram vistoria nas unidades de Salvador e do interior cobrando respeito à lei e o fechamento por falta de segurança. O presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, tem entrado em contato com as superintendências das empresas para pedir o cumprimento das normas que proíbem o funcionamento das agências sem vigilantes. As denúncias que chegam é que tem unidades fechadas para atendimento, mas aberta para expediente interno, colocando em risco à vida dos empregados.

Além de bancos, em Feira de Santana, escolas públicas e a Uefs ficaram sem funcionar na quarta-feira (24/5).

O Sindicato notificou o caso ao Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, Polícia Militar e Polícia Federal. Os órgãos precisam fiscalizar e punir as irregularidades. A vida do bancário deve ser preservada.

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