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Banese está na contramão

“O presidente do Banese, João Andrade, está na contramão do governo. Ele não compreendeu, não assimilou o projeto do governador Marcelo Déda para Sergipe. É preciso que ele não imponha o seu ideário ao governo”, advertiu Ivânia  Pereira, diretora do Sindicato dos Bancários, assegurando que aguarda o balanço que o governador fará do primeiro ano da gestão João Andrade. “Queremos o sucesso desse governo, pois não votamos por beleza, mas por propostas”, garantiu. A sindicalista não consegue esconder a frustração com o governo do Partido dos Trabalhadores quando o assunto é o Banese.

“Jamais esperávamos que justamente essa gestão atual do Banese, indicada por um governo que foi construído por todos nós, que tinha como bandeira a garantia dos diretos dos trabalhadores, viesse tratar de forma autoritária, grosseira e desrespeitosa as reivindicações dos trabalhadores”, lamentou Ivânia. “Estamos chocados com as atitudes que o presidente João Andrade vem implementando”, completou.
 
Há mais de 120 dias esperando por uma resposta do presidente do Banese sobre uma minuta de reivindicações dos funcionários do banco, o Sindicato dos Bancários parece ter perdido a paciência com o governo Marcelo Déda. O descaso com que a direção do banco vem tratando os legítimos representantes dos trabalhadores se constituiu, para eles, como o ponto negativo do governo e um problema a ser administrado por Déda.

Ivânia Pereira salientou que, antes da gestão João Andrade, o banco vinha praticando a lei atual da licença maternidade, mas o atual presidente se recusa a fazer o acordo coletivo. Ou seja, indiretamente deixa o trabalhador refém da direção do banco. Uma outra cláusula que já vinha sendo praticada diz respeito ao direito do trabalhador em gozar folga no dia do seu aniversário. Como exemplo de uma nova reivindicação, Ivânia citou a cláusula que trata da valorização do aposentado, tendo assegurado o direito ao tíquete ou à cesta básica.

A sindicalista lembrou ainda que durante estes quatro meses de descaso o sindicato tentou chegar ao presidente João Andrade através de vários aliados políticos – com o secretário da Fazenda, Nilson Lima, e o líder do governo na Assembléia Legislativa, o deputado Francisco Gualberto (PT). Apesar disso, João Andrade vem se mostrando inflexível. “Hoje nós questionamos: o que João Andrade quer do Banese?”, indagou. 

“Demonstramos que não queríamos o enfrentamento, mas apenas darmos continuidade às negociações, cláusulas específicas dos funcionários que já vinham sendo aplicadas, praticadas pela empresa. A única coisa que queríamos era que as cláusulas fossem mantidas. Ou seja, que o acordo continuasse vigente e que novas reivindicações fossem incluídas nessa minuta específica. Entregamos essa minuta e, no primeiro momento, foi negado tudo”, lamentou.

Ressaltando que deseja o sucesso do Banese, a sindicalista lembra que nenhuma empresa existe sem os seus funcionários. E diante do fato de os trabalhadores estarem em segundo plano, não titubeou ao colocar em xeque o marketing do governo Déda. “Será que esse é o governo de todos e para todos os sergipanos, incluindo os trabalhadores e trabalhadoras? Onde estão os direitos dos baneseanos nesse governo?”, indagou.

As críticas da sindicalista são mais duras no momento em que lança uma olhar macro sobre a gestão João Andrade. Segundo ela, do ponto de vista da gestão da empresa ele ainda “não mostrou para que veio”. Ivânia lembra que ele tem um ano à frente do Banese, mas não se vê as mudanças pregadas em campanha. Indignada, a sindicalista desafia a direção do banco a mostrar à sociedade a contribuição do Banese para o desenvolvimento econômico e social no ano de 2007.

* Ivânia Pereira é secretária de Saúde do Sindicato dos Bancários de Sergipe e diretora executiva da Feeb Base.

(Matéria transcrita do Jornal da Cidade do último dia 11) 

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