BB continua negando as reivindicações dos funcionários
Não, não e não. Essa tem sido a resposta recorrente dos representantes do Banco do Brasil durante a negociação com os empregados na campanha salarial 2016. Na rodada desta terça-feira (30/8), em Brasília, não foi diferente. Em uma só tacada, o BB negou a contratação de novos funcionários, incorporação de escriturários ao PCR (Plano de Cargos e Remuneração), adoção do índice de 6% nas faixas da carreira de antiguidade e pagamento de VCP (Verba de Caráter Pessoal) para funcionários envolvidos em processos de reestruturação.
Não houve avanços também na questão do atendimento digital. A instituição recusou a adoção da Norma Regulamentadora 17, que determina, entre outros pontos, pausa de 10 minutos para cada 50 trabalhados para, por exemplo, quem fica por tempo prolongado em atendimento telefônico.
O BB ainda descartou a possibilidade de negociação sobre os 15 minutos de intervalo das mulheres e sobre a carreira técnica dos profissionais de nível superior, que estão ameaçados de descomissionamento por uma decisão judicial. A negativa é irresponsável, uma vez que a própria sentença recomenda que a empresa procure a representação dos envolvidos para evitar maiores prejuízos aos trabalhadores.
Completando as negativas da negociação, sobre assuntos envolvendo funcionários dos bancos incorporados, o banco se recusa a acertar uma mesa de negociação sobre o Economus, no que se refere aos problemas do plano de saúde e do equacionamento do plano de previdência.
O ponto positivo da reunião foi o compromisso de realizar as mesas temáticas de Saúde e de Resolução de Conflitos até junho de 2017. O banco informou ainda que estão em estudos internos a demanda de reclassificação do código de greve, e uma nova redação da cláusula das folgas, principalmente aos que trabalham no regime 24/7.
Para o secretário geral do Sindicato dos Bancários da Bahia, Olivan Faustino, presente na reunião, o banco se esquiva, transfere a responsabilidade e empurra questões importantes ao invés de fazer propostas. “Ampliar o quadro, por exemplo, é uma das prioridades, já descartadas pela empresa”.

