Fenaban não avança no combate ao assédio moral
As melhorias no Instrumento de Combate ao Assédio Moral e a apresentação dos dados referentes ao primeiro semestre de 2016 foram debatidos entre representantes de federações, sindicatos e da Fenaban na última quinta-feira (21/7), em São Paulo.
O aprimoramento do instrumento e como torná-lo cada vez mais presente nos locais de trabalho, considerando o seu caráter preventivo e de promoção da saúde, com o intuito de buscar ambientes de trabalho saudáveis, livres de acidentes e doenças, também foi discutido.
Dentre as propostas colocadas na mesa de negociação, destacaram-se: a redução do prazo de apuração de denúncias; estratificação das denúncias que transitam pelo programa, sobretudo pelos canais internos dos bancos; consequências para o denunciante e o modo de apuração das denúncias.
A Fenaban tem se mostrado resistente diante das propostas apresentadas, reclamam os bancários. Os bancos, acabam por não dar respostas objetivas na mesa de negociação, travando possibilidades de avançar nas questões relativas ao assédio moral. As metas abusivas, impostas sem diálogo, cabendo ao trabalhador cumpri-las a qualquer custo, mesmo que esse custo seja o comprometimento da sua saúde, é um outro gravíssimo problema que precisa de atenção, destacam os dirigentes sindicais.
Novas negociações estão marcadas para novembro.

