Bancários reúnem-se com Fenaban nesta quarta para discutir saúde no trabalho
Assuntos como os programas de controle médico em saúde ocupacional (PCMSO), análise dos afastamentos no trabalho e a suspensão da pesquisa Saúde e ‘Bem-Estar”, colocada em prática pelos bancos, sem a participação dos trabalhadores, estarão na pauta da reunião desta quarta-feira, 11 de maio, entre as entidades sindicais e a Fenaban.
Na quinta-feira, 12, haverá um segundo encontro para discutir o instrumento de prevenção e combate ao assédio moral, que completou 5 anos e se refere à cláusula 56ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). As reuniões ocorrerão à tarde, na sede da Fenaban, em São Paulo. Nas mesmas datas, às 10h, estão previstas reuniões preparatórias para discutir as demandas dos bancários.
Assédio Moral - Do total de denúncias encaminhadas, foram mais de 1.100 ocorrências referentes ao segundo semestre de 2015. Os bancários reivindicaram a estratificação das denúncias feitas por meio dos canais internos dos bancos. Os trabalhadores também reivindicam a melhoria do instrumento, como a redução de prazo de resposta: dos atuais 45 dias para 30 dias; a explicitação das decisões tomadas pelos bancos – tanto para o trabalhador que fez a denúncia, bem como para o denunciado; a concorrência entre os canais dos sindicatos e os canais internos.
PCMSO - Os bancários têm cobrado que os bancos apresentem a íntegra dos seus Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional para que possam ser avaliados, conforme determina a cláusula 64ª da CCT. Para iniciar qualquer avaliação desses programas é necessário que a representação dos trabalhadores tenha o devido conhecimento e acesso aos programas. A Convenção 161 da OIT, as Normas Regulamentadoras números 5,7 e 9 são os princípios para o debate com a FENABAN referente a essa matéria.
Pesquisa Saúde e Bem-Estar - Em abril, foi encaminhado ofício para a Fenaban reivindicando a suspensão da pesquisa Saúde e Bem-Estar, que tem por objetivo pesquisar fatores de estresse no trabalho, a ser realizada pela Mental Clean. De forma unilateral, os bancos não efetuaram nenhuma consulta ao movimento sindical, antes de iniciar o levantamento.
Os bancários exigem a implantação de mesa de negociação, para consulta e participação dos representantes dos trabalhadores. Esta matéria integra as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho – CCT que constituem a Comissão Bipartite (Cláusula 64ª da CCT 2015/2016) com atribuição exclusiva de discutir, avaliar e elaborar políticas sobre este tema. Até o momento a Fenaban não suspendeu o levantamento.
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