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Poupança segue perdendo força

Segundo informações do Banco Central, as retiradas de recursos da caderneta de poupança do mês maio superaram os depósitos em R$ 6,59 bilhões. Sendo constatada a maior perda de recursos para o mês desde o início da série histórica em 1995, ou seja, em 22 anos.

Entre janeiro e maio do ano passado, a saída de recursos havia somado R$ 32,28 bilhões. No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, as retiradas ficaram R$ 38,88 bilhões. A maior perda registrada para este intervalo.

A saída de recursos acontece em meio à recessão e ao aumento do desemprego. A baixa rentabilidade da poupança frente a outras opções de investimentos também tem auxiliado no retrocesso. Em 2015, R$ 53,36 bilhões deixaram a modalidade de investimentos. Sendo a primeira vez em dez anos que mais recursos saíram que entraram da caderneta. Foi também a maior fuga de valores desde o início da série histórica do BC.

Em maio, os depósitos em caderneta de poupança somaram R$ 160,93 bilhões, ao mesmo tempo em que os saques de recursos totalizaram R$ 167,52 bilhões. Já os rendimentos creditados nas contas dos poupadores somaram R$ 3,96 bilhões no período.

Apesar do baixo rendimento, especialistas avaliam que em alguns casos investidos na caderneta de poupança ainda pode ser uma boa opção. A exemplo de pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um "fundo de reserva" para emergências.

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