SEEB/SE cobra do Banese pagamento da PLR
No dia seguinte à divulgação do Balanço 2015 do Banco do Estado de Sergipe (Banese), a diretoria do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE) fez intervenções nas salas do CAB do banco estadual. Os sindicalistas mantêm a convicção de que o Banese precisa pagar a PLR devida aos funcionários e funcionárias.
Das Demonstrações Financeiras do BANESE – 2015, de acordo com a presidenta do SEEB/SE, Ivânia Pereira, o Lucro Líquido do banco/2015 de R$ 27 milhões, representa um expressivo crescimento de 289,1% em relação a 2014. "O Balanço apresenta lucratividade, decorrente do esforço coletivo dos baneseanos e baneseanas. Mas, a gestão do Banese não reconhece o direito da PLR para os funcionários e funcionárias. O Sindicato quer revisão nesses cálculos e maior transparência no detalhamento dos dados", defende Ivânia Pereira, que aguarda da assessoria técnica do DIEESE, a análise do Balanço.
Demonstrações Financeiras do BANESE – 2015.
Este resultado se deve, principalmente, à reversão nas duas contas de despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (as chamadas PDD's) e a um ganho de R$ 34,8 milhões na participação de não controladores (em 2014, houve perda de R$ 40,6 milhões). O total de ativos do banco cresceu 0,8%, atingindo R$ 4,0 bilhões, enquanto o patrimônio líquido cresceu 3,6%, totalizando R$ 289,0 milhões em doze meses. Contudo, no último semestre houve queda em ambos os indicadores patrimoniais do banco. A carteira de crédito atingiu, aproximadamente, R$ 2,1 bilhões, com crescimento de 16,1% em doze meses. Desse total, a Carteira Comercial representou 76,6% e cresceu 16%, atingindo, aproximadamente, R$ 1,6 bilhão. Dessa carteira, a maior parte diz respeito ao crédito para pessoas físicas, somando R$ 1,2 bilhão. A Carteira de Desenvolvimento respondeu por 23,4% do total do crédito concedido pelo Banese e cresceu 16,5%, totalizando R$ 481 milhões. A atividade imobiliária representou 70,3% da Carteira de Desenvolvimento, enquanto a rural e a industrial responderam por 17,5% e 12,2%, respectivamente. A taxa de inadimplência para atrasos superiores a 60 dias foi de 1,6%, com alta de 1,0 p.p.
O crescimento do resultado com Títulos e Valores Mobiliários foi de 23,5%, diretamente influenciado pelos sucessivos aumentos na taxa Selic e nos índices de preços. Essas receitas totalizaram R$ 164,1 milhões no final de 2015 (sendo 98% de seu volume em títulos federais).
As receitas de prestação de serviços e com tarifas bancárias cresceram 13,9%, totalizando R$ 129,9 milhões. Já as despesas de pessoal apresentaram queda de 1,0%, atingindo R$ 188,7 milhões. Com isso a cobertura das despesas de pessoal por essas receitas secundárias do banco foi de 68,8%, em 2015. O quadro de funcionários manteve-se estável em doze meses, encerrando o ano com 1.072 empregados. Foi aberta uma nova agência e fechados 14 correspondentes bancários do Banese.
Por Déa Jacobina Ascom SEEB/SE

