Aglomerações na Caixa viraram problema de saúde pública
Longas filas e aglomerações voltaram a se repetir em agências da Caixa por todo o país, nesta segunda-feira (27/4), primeiro dia de liberação do saque do auxílio emergencial de R$ 600,00 depositado em poupanças digitais para pessoas que não recebem Bolsa Família ou não possuem conta na Caixa ou em outro banco. O dinheiro pode ser sacado em caixas eletrônicos e lotéricas, e a liberação está ocorrendo conforme um calendário definido pela data de nascimento do beneficiário, que vai até 5 de maio.
Apesar disso, houve uma verdadeira corrida às unidades da Caixa, que começou ainda de madrugada. No Rio de Janeiro, pessoas dormiram em filas nas calçadas de agências. Já em algumas capitais do Nordeste, como Natal, Recife e Salvador, dezenas de pessoas encararam fortes chuvas e alagamentos em busca do pagamento ou informações sobre o auxílio emergencial. Filas extensas foram registradas também em agências da Caixa em Aracaju, Brasília, Florianópolis, Goiânia, Macapá, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
Para a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, as aglomerações nas unidades se tornaram problema de saúde pública. A conselheira esteve na manhã desta segunda na agência do banco na Vila Luzita, em Santo André, que está entre as três com maior demanda na região do Grande ABC. Ela constatou grande número de atendimentos, poucos empregados e uma imensa fila, colocando em risco a saúde de bancários e população, além da falta de equipamentos de proteção individual (EPIs).
“É resultado do descaso desse governo com a população. Essas pessoas, milhões no País, vão se contaminar, não é só problema social, é de saúde pública. O governo no mínimo deveria distribuir máscaras, descentralizar o atendimento para outras instituições”, afirma.
As entidades sindicais continuam cobrando que o govenro realize campanhas de comunicação para orientar melhor a população e evitar os riscos de contaminação que as filas geram.
Fonte: Fenae.
