Assembleia de avaliação da Campanha Salarial em Sergipe supera as expectativas
A Assembleia Geral Extraordinária realizada no último sábado, dia 18, superou as expectativas da diretoria do Sindicato dos Bancários de Sergipe, em relação à quantidade de participantes. Bancários de todos os bancos estiveram presentes e assistiram a duas importantes palestras dos sindicalistas Augusto Vasconcelos (Caixa Econômica) e Olivan Faustino (Banco do Brasil), que vieram de Salvador (BA).
O presidente do SEEB/SE, José Souza, abriu a assembleia e passou os informes sobre a discussão ocorrida na última rodada de negociação, da qual ele participou em São Paulo, nos dias 15 e 16, sobre remuneração. Antes, houve a apresentação da peça teatral sobre a Campanha Salarial 2010, pelo grupo ‘Cia. Kaza da Imaginação’, que foi bastante aplaudido pelos bancários.
Olivan apresentou um quadro sobre as perdas salariais dos bancários de 1996 a 2009. “O que temos visto nas mesas de negociação é o descaso. Nos últimos dez anos só estamos reconquistando direitos. Não conquistamos mais nada. É só enrolação. Diante disso, só vemos o confronto como solução, porque no gogó não estamos tendo resultados, e enfrentamento a gente faz é com greve”, afirma Olivan.
Augusto, que também é professor universitário na área de Direito, lembrou que a discussão sobre Isonomia é antiga. “A CUT (Central Única dos Trabalhadores) puxou o freio de mão ao debate sobre isonomia, por isso mudamos para a CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil). Mas essa luta tem que ter engajamento de toda a categoria”, diz.
Para Augusto, existe um conjunto de demandas que ao longo dos anos vem se acumulando “Nós, bancários, temos o bônus de ser uma categoria numerosa e expressiva - já fomos 800 mil, em 1994, hoje somos cerca de 400 mil no país - mas temos o ônus de saber que não depende só da nossa vontade. Não adianta nada se São Paulo não tiver afinco. As negociações específicas acabam ficando reféns da mesa global da Fenaban. Temos que aumentar a pressão”, destaca Augusto.
“Esta é uma luta que não podemos abrir mão. Precisamos buscar a unidade, conscientizar os trabalhadores. Ouvimos falar a todo instante do crescimento do país, dos lucros dos bancos, que também precisam ser distribuídos com os trabalhadores. Que esta assembleia preparatória seja uma arrancada para a luta que é a única saída para os trabalhadores”, afirma Edival Góes, presidente da CTB/SE.
