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Ato em defesa da Caixa nesta sexta em Salvador

Os empregados da Caixa realizam nesta sexta-feira (17/10), às 17h, um ato em defesa do banco público. O encontro é no Edifício 2 de Julho, Paralela. A intenção é chamar a atenção para a ameaças de esvaziamento das empresas para posterior privatização.

O assunto ganhou repercussão depois que o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e ministro da Fazenda de um eventual governo de Aécio Neves (PSDB) deixou claro a posição sobre o papel dos bancos públicos e chegou a afirmar que não sabe "bem o que vai sobrar".

Uma declaração para os bancários ligarem o sinal vermelho, literalmente. Os funcionários dos bancos públicos têm consciência de que os últimos 19 anos se dividem em momentos distintos.

Um, marcado por um processo violento de desmonte das empresas federais, de arrocho salarial e de mais de 80 mil demissões, resultado do governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

O outro, a partir de 2003, os anos de retomada, marcados pelo fortalecimento dos bancos públicos para ajudar no desenvolvimento do país. Na Caixa, por exemplo, o número de empregados pulou de 55.778, em 2002, para 100 mil neste ano. O salário também teve ganho real de quase 20%. Muito diferente da década de 90 quando a remuneração foi achatada em 45,3%.

Diante do cenário, todo empregado da Caixa está convocado a participar do ato desta sexta-feira (17/10). Basta vestir vermelho e comparecer. A manifestação é realizada pelo Sindicato da Bahia e pela Apcef-BA.

SEEB-BA

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