Avança a negociação sobre teletrabalho e PCR no Itaú
Uma ótima notícia para os bancários do Itaú. A negociação entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do banco resultou em avanços importantes em questões como teletrabalho, Participação Complementar de Resultados (PCR)) e Bolsa Educação. A última reunião foi realizada na quarta-feira (9/11), em São Paulo.

Sobre o teletrabalho, a COE apresentou uma proposta que prevê prioridade para pais e mães que têm filhos pequenos e funcionários com mobilidade reduzida. A medida, porém, ainda vai ser detalhada, pois deve ser adequada em relação a áreas que não estão atuando com trabalho remoto. A ajuda de custo para as despesas será reajustada em cerca de 25%, passando a R$ 100, e será pago todo mês, e não mais a cada semestre. Esse acordo supera os benefícios da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que prevê custos de R$ 86,40 e a exigência de, no mínimo, 50% de dias úteis trabalhados remotamente para o benefício.
Ainda sobre o tema, a COE reivindicou que o desconto do percentual referente ao vale transporte seja calculado apenas sobre os dias trabalhados presencialmente, e não mais sobre o mês completo.
PCR e bolsa-educação
Os representantes dos trabalhadores apresentaram também uma proposta para renovação do acordo da PCR, apenas com correção do valor. O mesmo foi proposto para as bolsas de estudo, que atualmente são de R$ 499. Ao todo são 5,5 mil bolsas para primeira graduação, segunda graduação e pós-graduação (4,5 mil para bancários e 1 mil para funcionários da holding). No novo acordo, serão acrescentadas 47 novas bolsas. O tema será debatido dia 22, em reunião virtual.
Outros temas
No encontro, o Itaú apresentou um balanço sobre o acordo de quitação de horas já assinado com 123 entidades sindicais, que cobrem cerca de 56 mil funcionários. Às demais entidades, ainda sem acordo, o banco apresentou proposta para um piloto de seis meses, para ser assinado juntamente com o acordo de teletrabalho. A proposta deve ser avaliada pelas entidades sindicais até o final de novembro.
Outro tema debatido foi o parcelamento das dívidas relacionadas à antecipação do auxílio-doença. A questão ainda está em debate entre as entidades sindicais, que não alcançaram um consenso. Embora o banco tenha manifestado preferência por um acordo de âmbito nacional, afirmou que aceitará acordos em separado.
As entidades que já concordaram com a minuta apresentada, assinarão ainda neste mês acordo que prevê limite de 30% de retenção das verbas para o pagamento da dívida. A COE também reivindicou que o pagamento seja iniciado em 60 dias, e não em 30, como propõe o banco. As entidades que seguem sem assinar têm até o fim de fevereiro de 2023 para debater suas propostas, mas mantêm a chance de aderir ao acordo assinado.
Para a diretora da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe e membro da COE Itaú, Andréia Sabino, a rodada de negociação foi muito importante. “Sabemos de todas as dificuldades enfrentadas e precisamos sempre nos antecipar no debate de temas tão relevantes para os trabalhadores”.
