Bancários de Feira protestam contra o PLS 555 e mais contratações na Caixa
Os bancários de Feira de Santana fizeram, nesta quarta (02), um protesto contra o PLS 555 de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB) que visa exterminar as estatais no Brasil como Caixa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, BNDES, Petrobrás e Correios e entregar ao grande empresariado privado.

O PLS prevê que as empresas públicas sejam constituídas sob a forma de S.A. (Sociedade Anônima), o que permite a participação do capital privado, ou seja, a privatização. O protesto, que aconteceu em todo país, foi realizado na agência situada na Avenida Getúlio Vargas, Santa Mônica, onde, além da agência, funcionam vários setores da empresa, inclusive a Superintendência Regional.
Entre os discursos proferidos em carro de som, os bancários alertavam a população sobre o risco que corre o povo brasileiro, uma vez que são empresas estratégicas para o desenvolvimento do país e são imprescindíveis nas politicas sociais que visam melhorar as condições de vida dos brasileiros.
Protesto igual aconteceu também no dia 16/02, na agência Tertuliano Carneiro, quando, após a mobilização dos trabalhadores, a votação do PLS 555 que estava prevista para o mesmo dia foi adiada. O número de senadores que se opõem à proposta é expressivo. Ao todo, 30 são contra a privatização das estatais.
São necessários 41 votos para derrubar o projeto, ou seja, mais 11 dos 81 possíveis. Os parlamentares que se manifestam contrários ao PLS são a favor do substitutivo do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que altera 20 itens considerados críticos.
A vitória, no entanto, é parcial. A mobilização contra o PLS 555 deve continuar, já que pode ser votado na próxima semana. Os trabalhadores da Bahia devem enviar emails para os senadores do Estado - Lídice da Mata (PSB), Otto Alencar (PSD) e Walter Pinheiro (PT) para que ampliem a luta contra a proposta.
Um dos mais polêmicos é a transformação das empresas estatais em sociedades anônimas a partir da aprovação dos conselhos de administração de cada empresa. Na prática, seria a privatização. A entrega do patrimônio público ao grande capital, que visa apenas o lucro.
SEEB-Feira de Santana
