Bancários de Jacobina aprovam propostas e encerram a greve
Os bancários de Jacobina e Região aprovaram na Assembléia realizada na tarde desta segunda-feira (17/10), na sede do Sindicato, a proposta arrancada dos patrões. “A greve em Jacobina mostrou-se muito forte. Foram 17 agências fechadas em nossa base”, recorda Cristener Inácio, Presidente do SEEB.
De
acordo com Cristener, o movimento atingiu cerca de 90% dos bancários da
base, numa clara demonstração da insatisfação da categoria com o
salário e as condições de trabalho nas agências.
A proposta aprovada
prevê reajuste salarial de 9% para todas as faixas salariais e verbas de
natureza salarial, o que representa aumento real de 1,5%. No piso da
categoria o índice de reajuste será de 12%, com aumento real de 4,3%.
Para quem é caixa, o reajuste representa 11,2%, ou seja, aumento real de
3,5%.
Além disso, a proposta contempla melhorias na PLR, com aumento
da parcela fixa da regra básica para R$ 1.400,00 (reajuste de 27,2%) e
do teto da parcela adicional para R$ 2.800,00 (reajuste de 16,7%).
A
mobilização da categoria também conseguiu incluir duas novas cláusulas
na Convenção Coletiva de Trabalho 2011/2012: uma que coíbe o transporte
de numerário por bancários e outra que prevê o fim da divulgação de
rankings individuais dos funcionários, evitando o constrangimento,
tornando-se mais um instrumento no combate ao assédio moral. Também
foram aprovadas as propostas específicas do Banco do Brasil e da Caixa
Econômica, complementares à Convenção Coletiva Nacional.
“A categoria deu sua resposta à intransigência dos bancos, que tentaram dizer de que aumento salarial gera inflação. Salário gera distribuição de renda e desenvolvimento. E os bancários mostraram sua disposição em lutar por emprego decente”, ressalta Cristener, presidente do Sindicato.
UNIDOS SOMOS FORÇA!
