Bancários de Sergipe dizem 'NÃO' ao índice salarial de 6% e estão em greve
“Os bancos mantiveram o compromisso de nenhum deles avançar na negociação, inclusive o Banco do Brasil, a CAIXA e o Banco do Nordeste. Ficaram à sombra da Fenaban (Federação nacional dos Bancos) igualmente aos bancos privados”, critica José Souza, presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE).
No Banco do Estado de Sergipe (Banese) não é diferente. A direção, em reunião com o Sindicato dos Bancários, informou que vai aguardar a decisão da Fenaban. “O banco se limitou a concordar com a renovação das cláusulas já atendidas. O avanço foi apenas de R$5 para atividade física dos baneseanos”, acrescenta Souza.
Para o economista Luiz Moura, coordenador do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em Sergipe, o Governo do Estado, que é o acionista majoritário do Banese, deveria ter feito um esforço para melhorar a oferta ao baneseano.
Luiz Alves (Lula), diretor do Sindicato dos Bancários e funcionário do Banese, entendeu que, diante do resultado da negociação, só resta aos trabalhadores fazerem uma mobilização bastante forte. “Nós temos que ir à luta, porque sabemos que o Banese tem condições de atender nossas reivindicações”, disse.
“Queremos parabenizar os bancários por essa grande assembleia. Que a greve seja bem organizada. Que ela tenha um bom desempenho. É preciso valorizar a força do trabalho e estamos aqui para ajudar nessa luta”, garantiu o presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras) de Sergipe, Edival Góes.
Principais reivindicações dos bancários
● Reajuste salarial de 10,25% (aumento real de 5%).
● Piso salarial de R$ 2.416,38.
● PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.
● Plano de Cargos e Salários para todos os bancários.
● Elevação para R$ 622 os valores do auxílio-refeição, da cesta-alimentação, do auxílio-creche/babá e da 13ª cesta-alimentação, além da criação do 13º auxílio-refeição.
● Mais contratações, proteção contra demissões imotivadas e fim da rotatividade.
● Fim das metas abusivas e combate ao assédio moral
● Mais segurança
● Igualdade de oportunidades.
SEEB-SE
