Bancários do Itaú Unibanco exigem transparência na fusão
Programas de remuneração variável - A insatisfação dos funcionários com os programas Agir e RR é grande, e aumentou com os problemas do pagamento feito no dia 17, quando muitos funcionários receberam valores incorretos. O movimento sindical cobrou do banco a correção dos valores, o que foi feito parcialmente. Além disso, os bancários também denunciam que estão sendo explorados e até mesmo demitidos em função das questões decorrentes dos programas.
Assédio Moral - Os bancários afastados por doenças ocupacionais têm relatado perseguição e isolamento quando retomam suas atividades. Muitos trabalhadores não conseguem ter mais acesso a sua carteira de clientes, não retomam o cargo, enquanto outros são transferidos para localidades distantes de suas residências.
PCS - A comissão ainda discutiu as questões do Portal de Oportunidades de Carreiras (POC) e o Portal do Unibanco. Os trabalhadores cobram mais transparência no processo de realocação dentro do banco. Os trabalhadores defendem ainda a construção de um Plano de Cargos e Salários (PCS), inexistente no banco.
Sobrecarga de trabalho - Os bancários também reclamam do excesso de trabalho ocasionado pela falta de funcionários nas agências para atendimento aos clientes. As contratações que são feitas pelo banco são apenas para cargos de gerência, enquanto os caixas e assistentes estão sobrecarregados.
Os membros da COE lembraram que os temas debatidos na reunião estão entre as prioridades listadas na minuta de reivindicações entregue ao banco, em 24 de fevereiro. A pauta foi definida durante o Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais do banco, realizado em dezembro, em São Paulo. Veja os itens a serem negociados:
- Saúde e Condições de Trabalho
- Plano de Cargos e Salários (PCS)
- Garantia de Emprego
- Igualdade de Oportunidades
