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Bancos sofrem pressão para voltarem a negociar

Em reunião para avaliar as duas primeiras semanas de paralisação, que aconteceu nesta quinta-feira (03), em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários orientou os sindicatos a fortalecerem ainda mais o movimento para pressionar os bancos a apresentarem uma nova proposta e decidiu permanecer na capital paulista à disposição para a retomada das negociações.

A greve dos bancários tem aumentado a pressão sobre a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (02) requerimento de autoria do deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) solicitando a realização de audiência pública para buscar a intermediação de diálogo entre os bancos e os bancários.

O requerimento foi aprovado diante da justificativa de urgência para a busca de um entendimento que contemple as reivindicações da categoria e o interesse da sociedade, na retomada das atividades das agências bancárias, com segurança, qualidade de serviço e respeito aos trabalhadores.

Também o comércio varejista começa a pressionar os bancos a colocarem um fim na greve. O pedido foi feito oficialmente nesta quarta-feira à Febraban (Federação Brasileira de Bancos) pela CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas), que estima perda nas vendas de até 30% em regiões como a Nordeste, onde o uso do dinheiro no varejo é maior. O ofício que pede o fim da paralisação também foi encaminhado à Casa Civil e ao Banco Central, após reunião da entidade com representantes de oito federações, que agrupam 350 mil lojistas.

Para Emanoel Souza, presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, a greve da categoria bancária tem levado a sociedade a também pressionar os bancos a voltarem à mesa de negociação. O momento é de continuar e ampliar a mobilização ainda mais.

As principais reivindicações dos bancários:

> Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)

> PLR: três salários mais R$ 5.553,15.

> Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).

> Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

> Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

> Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.

> Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

> Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.

> Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.

> Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

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