Banese quer implantar novo modelo de gestão de pessoas
Na última quarta-feira, dia 27, a direção do Sindicato dos Bancários reuniu-se, mais uma vez, com a diretoria do Banese. Na pauta, a continuação da negociação da minuta específica dos baneseanos e o reajuste das comissões/suspensão da ajuda de custo, com a presença do presidente, Saumíneo Nascimento, e do diretor administrativo, Rodrigo Corumba.
Na oportunidade, o banco apresentou um documento com as reivindicações da minuta em três grupos: 1º) itens que já atendidos e que devem ser preservados pelo banco; 2º) itens que estão em análise para atendimento; e 3º) itens que, segundo Corumbá, estão incluídos no novo modelo de gestão que o banco pretende implantar. A direção do banco ficou de encaminhar um documento para o Sindicato formalizando o apresentado acima.
O Sindicato cobrou, também, a solução para o caso de Geraldo, funcionário da Agência de Itabaiana que foi transferido para Itabi, na gestão passada, de forma arbitrária. O banco comprometeu-se em reverter a transferência. Isso será feito, segundo ele, a partir de uma pesquisa que será feita para encontrar um interessado em ir para Itabi. O Seeb/SE protestou sobre a solução apresentada, bem como em relação à situação do colega Aroldo Max e o processo de eleição da Cipa do CPD.
Novo modelo de gestão de pessoas
Corumba explicou como será o modelo de Projeto de Remuneração Estratégico que o banco pretende implantar. "Nós temos hoje um modelo de cargos e salários antigo e defasado, que precisa ser mudado; temos um modelo de remuneração variável, que são as moedas, que está antigo e precisa ser revigorado; e temos um apoio de gestão de pessoas que, embora tenha uma série de regras, não atendem as necessidades da empresa e nem das próprias pessoas", reconhece Rodrigo.
"Elas (as regras) não reconhecem o mérito, não promove desenvolvimento das pessoas alinhado com a demanda da empresa; não alinha os interesses das pessoas ao da empresa e vice versa. O que dá margem a uma série de problemas que vocês já colocaram ‘n' vezes", diz Corumba.
O banco está contratando uma consultoria para dar andamento ao projeto. "Por que a consultoria? Porque nós não temos competência técnica aqui dentro para fazer. Falamos com a equipe da Agesp, que concordou. Já estamos agendando as datas para as consultorias virem pra cá", informa Corumba.
Segundo ele, o objetivo é conceber um modelo novo de gestão de pessoas; definir um plano de capacitação; rever o modelo de remuneração atual alinhado às novas competências necessárias, para definir um modelo novo de remuneração, incluindo fixa e variável, como é hoje, mas numa concepção mais moderna. Com isso, o banco pretende eliminar as distorções atuais e os problemas de incoerência detectados atualmente.
"Existem práticas atuais que induzem ao massacre de funcionários e existem casos que induzem à estagnação da empresa e do funcionário. Em um extremo está uma política só de cargos e salários e crescimento vegetativo, e no outro, está a política de remuneração variável. Nós não concordamos nem com um nem com outro. Queremos um ponto de equilíbrio", afirma Corumba.
Isso, segundo ele, inclui remuneração variável, plano de cargos e salários, previsibilidade de carreira dos funcionários, que eles tenham progressão vertical e horizontal. "Depois vamos fazer concurso público. Quem entrar já entra nessa nova abordagem. Essa é a nossa visão. Temos que achar um ponto de equilíbrio: bom para os funcionários e bom para a empresa", reforça Corumba.
O Sindicato deu um crédito de confiança à diretoria do banco, mas vai ficar atento às mudanças. "Nós sugerimos a formação de uma comissão paritária com duas pessoas indicadas pelo banco e duas indicadas pelo sindicato", cobrou José Souza, presidente da entidade. O banco concordou. Isso será feito tão logo seja definida a empresa de consultoria. O diretor Rodrigo defendeu, conforme desejo do Sindicato, a continuidade das reuniões.
A direção do banco se comprometeu também a enviar um segundo documento para o Sindicato, detalhando sobre o reajuste das comissões e sobre a ajuda de custo/auxílio moradia, visto que o assunto voltará a ser discutido pela Diretoria Executiva.
Edivânia Freire
Jornalista e Editora do Resistência - DRT/SE 543
Sindicato dos Bancários de Sergipe - SEEB/SE
