BB apresenta projetos Indução e Evolution
Em reunião com a Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB) na última sexta-feira (16/7), a direção do Banco do Brasil apresentou os pilotos do novo sistema de acompanhamento e gerenciamento de carteiras, chamado Indução, e do projeto de capacitação de funcionários, o Evolution.
O novo vice-presidente do banco, Ênio Mathias, e o novo diretor de pessoas, Thiago Borsari, também participaram do início da reunião e foram apresentados à representação dos funcionários.
Indução
Segundo o BB, o projeto Indução tem o objetivo de aprimorar os mecanismos de acompanhamento de desempenho dos funcionários, ampliar o alinhamento à estratégia corporativa, gerar maior foco no cliente, eficiência nos processos e trazer resultados sustentáveis para o banco.
Na avaliação da CEBB a intenção é boa, mas não terá os resultados desejados enquanto o banco não mudar a política de cobrança de metas absurdas dos funcionários. A Comissão defende que antes de implementar o projeto, a empresa negocie a definição destas metas com a representação dos funcionários. Ressaltou ainda que, que por ser um banco público, o BB não pode atuar apenas com a lógica do mercado. Precisa considerar também seu papel social.
Como esta nova ferramenta visa, ao final, o pagamento das gratificações do Programa de Desempenho Gratificado (PDG), o movimento sindical reiterou que o atual PDG não é nada transparente, pois as regras mudam constantemente e que isso só pode ser superado com a definição de forma clara e transparente, juntamente com o movimento sindical, das regras que beneficiem os funcionários. O banco manifestou interesse de marcar uma reunião para ouvir mais sobre o tema.
Evolution
O BB apresentou também o projeto “Movimento Evolution”, criado para proporcionar a requalificação dos funcionários com foco no desenvolvimento de competências digitais. O objetivo é, basicamente, capacitar os funcionários para exercer suas, ou novas tarefas em um mundo cada vez mais digital.
O projeto disponibiliza a plataforma Alura para a formação e os cursos devem ser realizados durante o expediente de trabalho. As competências digitais adquiridas pelos funcionários serão consideradas na evolução de suas carreiras no banco.
O projeto recebeu elogios da representação dos funcionários, que destacou, porém, que a formação oferecida deve ser extensiva a todos os funcionários, inclusive aos das agências, para que eles também possam evoluir na carreira na medida em que realiza os cursos.
O banco também informou que, agora no segundo semestre, voltam a ser oferecidas bolsas de estudo aos funcionários e que as mesmas haviam sido suspensas em decorrência da pandemia.
Próximas pautas
Ao final da reunião, a representação dos funcionários apresentou uma relação de questões a serem tratadas na próxima reunião com o banco, como o acerto no pagamento de caixa, questões de carreira e salário envolvendo gerentes de serviços de pequenas cidades do interior, a volta da ameaça de envio de funcionários para banco de horas negativo como forma de cobrança de metas e a oferta pela Cassi do novo plano Cassi Essencial para os novos funcionários.
Não foi definida data para a próxima reunião, mas os representantes do banco disseram que alguns dos pontos já estão sendo discutidos e, assim que houver alguma novidade sobre eles a CEBB será informada.
Com informações da Contraf.
