BB insiste em colocar funcionários e familiares em risco
Em reunião com a Comissão de Empresa dos Funcionários (CEE) na tarde desta quarta-feira (23/7), a direção do Banco do Brasil confirmou que foi uma opção administrativa a decisão de enquadrar os funcionários que autodeclararam que coabitam com pessoas do grupo de risco como disponíveis para retorno ao trabalho presencial a partir da próxima segunda-feira, 27 de julho.
O banco afirmou ainda que não vai rever a medida,mas que o comunicado interno não implica na convocação de todos os funcionários que coabitam com pessoas de risco à Covid-19 para retomarem o trabalho presencial. Essa porém não tem sido a interpretação de muitos gestores, que estão chamando todo mundo para voltar na segunda.
A medida foi duramente criticada pela CEEBB, que chamou a atenção mais uma vez para o risco da atitude na saúde dos familiares dos empregados, que estarão sujeitos a contrair a Covid-19 e até a morrer pela doença.
A Comissão lembrou também que o BB é único banco a tomar esta atitude desrespeitosa, que pode atingir os 11.662 funcionários que se autodeclararam como coabitantantes com pessoas de grupos de risco.
Os representantes do Banco do Brasil disseram que fariam uma nova reunião com os gestores para deixar claro que a medida trata-se de opção administrativa do banco e não tem nenhuma relação com o ACT Emergencial (Covid-19) e que além do trabalho presencial existem outras opções para que os funcionários cumpram seu expediente, inclusive a manutenção do home office. Também fariam uma reunião para ver se há a possibilidade da emissão de um novo comunicado esclarecendo estes pontos e para verificar se existe a possibilidade de alteração, ou suspensão da data de retomada do trabalho presencial, sem se comprometer nem com a emissão de um novo comunicado, nem com a suspensão ou alteração da data, mas que tentaria realizar a reunião ainda nesta quarta para dar a resposta à representação dos funcionários o quanto antes.
