BNB não garante seguir Fenaban e ataca direitos
Só retrocesso. Esse foi o resultado da rodada de negociação entre a Comissão Nacional dos Funcionários (CNF) e a direção do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) realizada na tarde desta segunda-feira (24/8), por videoconferência.
Na reunião, o BNB afirmou que ainda não tem autorização do governo Bolsonaro para seguir a integralidade do que for acertado na mesa única de negociação com Federação Nacional dos Bancos. A empresa deixou claro ainda que não pretende estender os direitos garantidos na Convenção e Acordo Coletivo de Trabalho caso não haja um entendimento entre as partes até o dia 31 de agosto.
Os representantes do BNB afirmaram ainda que estão aguardando o fim das negociações e por isso, suspenderam o adiantamento do crédito dos vales e cartão refeição – que durante a pandemia do Covid-19 ocorreu sempre nos dias 22 de cada mês.
Além disso, o banco apresentou propostas apenas para seis das 62 cláusulas da pauta de reivindicações dos funcionários, negando cinco delas. A empresa disse não para a cláusula 31ª – Abono das horas não trabalhadas durante a pandemia do Covid-19; 32ª – Comitê de Crise Covid-19; 33ª – Comissão Paritária para debater a implantação do home office; 38ª – Direitos dos delegados sindicais e 49ª – Plano de Custeio da Camed.
Sobre a cláusula 17ª – Vale Transporte durante a pandemia, o banco afirmou estar construindo uma proposta para apresentação posterior às entidades.
A direção do BNB disse ainda que vai aguardar orientações do governo e as negociações com a Fenaban para se posicionar sobre a 13ª cesta alimentação; reajuste e desconto negocial.
Diante da postura da direção do BNB, que sinalizou com a retirada de direitos dos trabalhadores e não garantiu o cumprimento do que for acertado na mesa única de negociação, a CNFBNB não descarta a possibilidade de uma greve da categoria e convoca todos os bancários a participar das assembleias e plenárias realizadas pelos sindicatos nesta terça-feira.
