Bradesco lucra R$ 6,811 bilhões no 1º trimestre de 2026
O Bradesco informou na noite desta quarta-feira (6/5), que obteve o líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025 e de 4,5%, na comparação com o trimestre anterior.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) alcançou 15,8%, um crescimento de 1,4% em 12 meses. A carteira de crédito expandida apresentou crescimento de 8,4% no mesmo período, somando R$ 1,090 trilhão em março de 2026. No trimestre, o avanço foi praticamente estável, com alta de 0,1%.
As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 7,9 bilhões, alta de 8% em 12 meses. As despesas de pessoal, já considerando o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cresceram 4,1%, chegando a quase R$ 6,6 bilhões.
Com isso, as receitas secundárias do banco foram suficientes para cobrir 119,1% das despesas com pessoal, evidenciando a forte contribuição das tarifas para a sustentação dos resultados da instituição.
Apesar do desempenho financeiro positivo, o banco manteve o processo de reestruturação, com redução do quadro de pessoal e da rede física. Em 12 meses, foram eliminados 3.017 postos de trabalho — sendo 3.131 entre bancários — e fechadas 346 agências, além de 1.053 postos de atendimento (PA e PAE) e 15 unidades de negócios.
Mesmo com a redução da estrutura, a base de clientes cresceu 500 mil em doze meses, alcançando 110,3 milhões. No trimestre, porém, houve redução de 200 mil clientes.
O resultado da política de diminuição de agências e de trabalhadores é a precarização do serviço e o adoecimento dos funcionários que ficam, que são obrigados a atender um número cada vez maior de clientes, em agências lotadas.

