Brasil chora a morte de Gal Costa
O Brasil ficou mais triste nesta nesta quarta-feira (9/11), com a morte da cantora baiana Gal Costa, 77 anos de idade, vítima de um infarto fulminante. Uma das maiores intérpretes da história da música brasileira, ela foi uma das expoentes do movimento tropicalista, que sacudiu a MPB no final dos anos 1960, com seu cantar revolucionário.

Nascida Maria da Graça Penna Burgos no dia 26 de setembro de 1945, no bairro da Barra, em Salvador, ela manifestou sua intenção de se tornar cantora pela primeira vez aos dois anos de idade. Gal gravou seu primeiro LP em 1967, com título de “Domingo”, em parceria com seu amigo Caetano Veloso. O sucesso definitivo veio através do sucesso “Divino Maravilhoso”, composta por Caetano para o Festival da Record em 1968.
A partir daí, a garota da classe média-alta de Salvador virou musa dos hippies no Brasil. Se apresentava frequentemente com pouca roupa, sentada de pernas abertas e com um violão, postura revolucionária para uma mulher naquela época. Nos anos 1970, ficou identificada com uma área da praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, apelidada como “As Dunas de Gal Costa”.
Gal se consolidou de vez como uma grande diva da música brasileira nos anos 1980, com sucessos como “Meu Bem, Meu Mal”, “Festa do Interior”, “Bloco do Prazer”, “Vaca Profana” e “Chuva de Prata”.
Durante sua carreira, Gal fez sucesso com gravações dos amigos Caetano e Gil – que a chama de Gaúcha –, mas também outros ícones lendários da música nacional, como Roberto Carlos, Dorival Caymmi, Tom Jobim, Chico Buarque, Djavan e Milton Nascimento. Ela passeou com facilidade entre bossa nova, samba, rock e frevo.
No início dos anos 2010, Gal enfrentou dificuldades com a mudança de sua voz, antes de um agudo suave e que, com a idade, havia se tornado mais grave. Mesmo assim, não parou de gravar: lançou um álbum apostando na disco music e interpretou canções de artistas de gerações mais novas, como Marília Mendonça e Marcelo Camelo.
Ela continuava nos palcos e fará muita falta para os brasileiros.
