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Caixa: CEE defende que critérios da Promoção por Mérito integrem o ACT

A Promoção por Mérito é uma conquista importante dos empregados da Caixa, conquistada com muita luta e a negociação permanente conduzida pelo movimento sindical. Por meio dos deltas, o programa complementa a remuneração e contribui para a valorização do quadro de pessoal.

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A concessão de um delta representa um acréscimo médio de 2,31% no salário-base dos empregados elegíveis. É uma parte importante da remuneração dos trabalhadores e não pode depender apenas de negociações anuais para a sua implementação. Por isso, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) defende que a promoção por mérito passe a integrar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Caixa, onde seriam definidos todos os critérios para progressão na carreira e obtenção dos deltas.

A reivindicação consta na minuta s dos empregados da Caixa da campanha nacional 2026, que propõe transformar a Promoção por Mérito em uma sistemática anual e permanente, referente sempre ao ano-base imediatamente anterior. A CEE/Caixa defende ainda que todos os critérios para a obtenção dos deltas sejam objetivos, públicos, divulgados com antecedência e construídos na mesa de negociação. O objetivo é impedir que falhas operacionais, limitações dos sistemas ou regras pouco claras excluam empregados que tenham cumprido as atividades previstas.

Outra reivindicação importante é a promoção seja paga a partir de janeiro do ano seguinte, garantindo assim que tenha repercussão nos 12 meses de remuneração dos bancários. Atualmente, nem sempre acontece. O delta referente a 2025 começou a ser pago apenas em abril de 2026, com prejuízo para os trabalhadores.

Para a CEE, o debate não pode se limitar aos critérios anuais. A Promoção por Mérito precisa estar integrada à construção de um novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e de um novo Plano de Funções Gratificadas (PFG). Na última reunião de negociações específicas com a Caixa da Campanha Nacional dos Bancários 2026, a CEE reivindicou a construção com a participação dos empregados de um novo PFG e um novo PCS.

Também é reivindicada a abertura de novo prazo para a migração dos empregados vinculados ao PCS de 1998 para a Estrutura Salarial Unificada (ESU), com enquadramento compatível e acesso aos deltas e demais mecanismos de progressão.

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