Caixa: Fenae e parlamentares buscam retomada do diálogo sobre o ACT
A Fenae e um grupo de parlamentares se reuniram com o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, nesta quarta-feira (30/9), em Brasília, para pleitear a retomada do diálogo sobre a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Participaram do encontro o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, a deputada Erika Kokay (PT/DF) e os deputados Daniel de Almeida (PCdoB/BA),Pedro Uczai (PT/SC), Reimont (PT/RJ), e Tadeu Veneri (PT/PR)

Na reunião, a Fenae e os parlamentares conversaram sobre a retomada das negociações em temas fundamentais para todos os empregados. Os pontos tratados foram a ampliação do teto de participação do banco no custeio do plano Saúde Caixa de 6,5% para 9% da folha de pagamento, déficits de 2026 e 2027 do Saúde Caixa, os empregados admitidos pós 2018, a questão dos caixas e tesoureiros e o abono dos dias parados.
Para tratar de todas essas questões, com a urgência que a situação requer, os representantes dos empregados defenderam a reabertura do diálogo entre o banco e as entidades representativas, com base no entendimento de que é pela conversa franca e direta, pela mobilização e pela construção coletiva que se poderá avançar na defesa dos direitos e na valorização dos empregados e das empregadas da Caixa.
“Colocamos para a Caixa a necessidade de discutir pontos importantes que constavam na proposta do banco, mas que foram deixados de lado com o julgamento do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), ajuizado a pedido da própria Caixa”, afirmou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto.
Em resposta, o presidente do banco, Carlos Vieira, disse que há disposição da empresa em resolver o impasse nas negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), argumentando em seguida depender de outras questões como a relacionada com os 9% da folha de pagamento, por exemplo, passível de autorização externa.
O presidente da Fenae reiterou ser fundamental que haja esse diálogo para pacificar os ânimos, para que os empregados da Caixa não voltem com o sentimento de revolta e nem de derrota como a imposta no TST.
