Caos em agências bancárias de Sergipe do interior e da capital
Os bancos ganham muito dinheiro, mas se
preocupam pouco com os clientes e empregados. Semanalmente, a Diretoria
do Sindicato dos Bancários de Sergipe visita as agências bancárias do interior e da
capital. O cenário nas unidades demonstra a falta de responsabilidade e
de compromissos dos banqueiros com a população e os bancários. Não
raro, predomina o contingente reduzido de funcionários para atender o
elevado número de clientes.
Algumas agências funcionam em prédios inadequados e insalubres.
Há
situações em que clientes e bancários têm que conviver com reformas em
pleno dia a dia de trabalho. “Não podemos esquecer aqueles bancos que
impõem aos funcionários o transporte de numerário e outros que não estão
nem aí para a questão da segurança”, alerta José Souza, presidente do
SEEB/SE.
Para citar alguns exemplos: obra paralisada do prédio da Caixa, em Nossa Senhora do Socorro; Banese Siriri: reforma da agência em pleno funcionamento bancário; BB São José: reforma da área de auto-atendimento e redução no número de pessoal de limpeza; Banese: Agência José Figueiredo: reforma durante o expediente, inclusive com trânsito de operários em áreas de tesouraria.
A
conclusão é simples: os bancos são as empresas laboratórios do grande
capital para extrair a taxa de exploração. E como ‘o mar não está pra
peixe’ em matéria de lucro, eles transferem o peso da conta para o ombro
dos trabalhadores com metas abusivas e todo tipo de assédio moral. Os
trabalhadores têm que responder com ação organizada, participando
ativamente de seus sindicatos.
