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Centrais defendem redução da jornada por saúde e qualidade de vida

O debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais tem avançado no Congresso Nacional. Na terça-feira (19/5), representantes das centrais sindicais participaram de audiências sobre o tema e defenderam a necessidade da adoção da escala 5×2 — mais justa para os trabalhadores e que permite ganhos de produtividade para os empregadores. A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) esteve presente nas discussões.

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Os encontros aconteceram em dois períodos no âmbito da Comissão Especial sobre o Fim da Escala 6×1 Vida Digna ao Trabalhador (PEC 221/19), na Câmara dos Deputados. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) original previa a redução da jornada, atualmente de 44 horas, para 36 horas. Hoje, as negociações dos deputados indicam um acordo por uma redução para 40 horas semanais, proposta defendida pelo sindicalismo.

Porém, emendas à proposta de redução de jornada para 40 horas fixavam um prazo de transição de 10 anos, o que revoltou os representantes sindicais e os trabalhadores. No entanto, a pressão fez com que parte dos deputados retirassem a assinatura para que as emendas deixassem de ser analisadas.

Há o indicativo de que o relator do tema na comissão, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentará um relatório favorável às 40 horas semanais, com dois dias de descanso (escala 5×2), sem redução salarial, como defendem os movimentos sociais e o movimento sindical.

Durante as audiências, o secretário de Comércio e Serviços da CTB e presidente do Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, Márcio Ayer, voltou a destacar aspectos do Atlas da Escala 6×1, repudiou as tentativas bolsonaristas no Congresso de impedir que o tema avance e ressaltou que o atual modelo de trabalho tem desgastado em demasia a população.

Como lembra o dirigente sindical, mais de 70% da população brasileira quer essa mudança, que será boa para todas as partes.

“Não há de se constituir nenhuma contrapartida para o setor patronal, porque ele tem total capacidade de conseguir absorver essa nova realidade da classe trabalhadora. Nas audiências, foram apresentados dados que mostram que trabalhadores mais descansados, em todas as análises, produzem mais”, aponta.

Por fim, Ayer destaca que o atual modelo de escala e jornada cria uma condição de adoecimento e desregramento da vida social.

Fonte: Portal Vermelho. 

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