COE repudia demissões no Itaú
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) voltou a se reunir com a direção do Itaú na tarde desta quinta-feira (10/9) para debater a questão do emprego. O assunto ganhou ainda mais relevância após o banco anunciar o desligamento de vários funcionários em São Paulo, mesmo tendo se comprometido a não demitir durante a pandemia causada pelo coronavírus.
“O Itaú desrespeita o acordo e faz várias demissões hoje. Postura lamentável do banco. Vários colegas relatando que foram demitidos pelo zap, uma total falta de respeito com os funcionários. Os banqueiros não pararam de lucrar na pandemia, mas estão descartando as pessoas como se fossem simples números. Após várias notas de repúdio, a reunião foi interrompida e pedimos que o banco pensasse em formas para suspender as demissões e marcamos um novo encontro para a próxima terça-feira, 15 de setembro”, informou a diretora de Saúde da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Andreia Sabino, que integra a COE Itaú.
Os representantes dos bancários cobraram responsabilidade e lembraram que não há motivos para as demissões no Itaú, pois a empresa continua com a lucratividade alta, mesmo durante o momento conturbado enfrentado pelo país. O banco obteve lucro líquido recorrente de R$ 8,117 bilhões só no primeiro semestre de 2020.
Nova reunião
Um novo encontro foi agendado para o dia 15 de setembro, quando será debatido o calendário para negociação da pauta específica. A COE cobrou também a apresentação dos números do banco de horas, acordado durante a pandemia, do fechamento de agências e do turnover no Itaú.
O banco anunciou ainda que irá pagar o PLR no dia 20 de setembro e o abono no dia 21.
