Congresso em Conquista debate sustentabilidade e valorização do trabalho
Os bancários da base de
Vitória da Conquista e Região participaram, nos dias 18 e 19 de
setembro, de um encontro enriquecedor: o 8º Congresso Regional, que
debateu “Sindicato e a Nova Ordem: sustentabilidade e valorização do
trabalho”. Cerca de 70 delegados estiveram presentes. O Congresso é
realizado a cada três anos de forma democrática. É um espaço para
avaliar a realidade da categoria, definir as ações da instituição e
traçar um plano de lutas.
Na abertura do encontro, na noite da
última sexta-feira (18), houve uma mesa redonda sobre o tema do evento
com o vice-prefeito de Conquista e também secretario do meio Ambiente,
Ricardo Marques; o presidente da Agência de Desenvolvimento Trabalho e
Renda, Marcos Andrade; o vice-presidente da Federação dos Bancários da
Bahia e Sergipe (FEEB – BA/SE) e Coordenador do Ramo Financeiro da CTB,
Eduardo Navarro; a diretora da FEEB – BA/SE, Edna Casaes; a
representante da Rede de Atenção Básica, Ane Matos; e o presidente do
Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista e Região, Delson
Coêlho. Após o debate, com voz e violão, a cantora Consuelo Ferraz se
apresentou.
Rádio dos Bancários
No sábado (19), os trabalhos começaram com a
apresentação à categoria da Rádio dos Bancários, novo meio de
comunicação do Sindicato com a categoria. Na oportunidade o presidente
Delson Coêlho falou sobre a programação e os objetivos da rádio,
convidando os bancários a utilizarem este meio de comunicação,
principalmente nas cidades da base, que podem estar informados a partir
de agora em tempo real a respeito das atividades do Sindicato.
Palestra
Em seguida, Eduardo Navarro palestrou a respeito de
atual conjuntura político-econômica internacional e do país. Numa
análise sobre a crise financeira, Eduardo disse que o Brasil foi menos
afetado que outros países desenvolvidos. “A crise foi uma tsunami no
mundo e uma marolinha no país. Ela simboliza a primazia do capital
financeiro sobre o produtivo. Isso desorganizou a economia. A crise nos
países centrais foi muito mais profunda porque eles distribuíram o seu
parque industrial pelo mundo, vivia do capital especulativo, levando a
uma quebra de uma grande quantidade de bancos. O Brasil se encontra num
estágio de superação da crise, tendo a volta do crescimento do PIB”,
avalia.
Navarro ainda frisou a importância de se
continuar, no ano que vem, com o projeto social iniciado em 2002.
“Assim, de 2011 a 2014 não teremos mais as heranças malditas dos
governos anteriores, teremos um certo desenvolvimento econômico, com
oportunidade de crescimento e liderança, podendo, assim, construir uma
nova internacional baseada numa multipolaridade de países”, analisa.
Para
Navarro, para enfrentar os desafios que estão postos para os
trabalhadores nesse momento, é preciso que o movimento sindical precisa
construir uma agenda na qual a valorização do trabalho esteja em
primeiro lugar. “Trazendo para a realidade bancária, precisamos da
valorização dos bancos públicos, juntamente com o seu papel social;
reconstrução das relações de trabalho dentro a empresa, com melhorias
de salários, das perspectivas de aposentadoria, do plano de cargos e
salários, fim do assédio moral e das metas abusivas, etc”.
Participação
Após a
explanação do palestrante, os bancários alimentaram o debate com as
suas intervenções, enriquecendo o encontro e trazendo para a pauta da
discussão, na maioria das vezes a realidade vivida pelos bancários em
seu dia a dia.
Campanha Salarial
Após o encerramento oficial das atividades do Congresso, os bancários realizaram uma discussão relacionada à Campanha Salarial e a possibilidade de greve por tempo indeterminado a partir desta quinta feira. Os representantes das diversas cidades da base falaram sobre a mobilização da categoria em suas respectivas agências, e, no consenso, todos esperam uma participação efetiva da categoria numa possível greve, afinal, com ou sem crise os banqueiros continuaram lucrando rios de dinheiro a cada balanço divulgado.
